Saltar para o conteúdo principal da página

Cruzeiro de Setúbal - detalhe

Designação

Designação

Cruzeiro de Setúbal

Outras Designações / Pesquisas

Cruzeiro do Largo de Jesus (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Cruzeiro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Setúbal / Setúbal / Setúbal (São Julião, Nossa Senhora da Anunciada e Santa Maria da Graça)

Endereço / Local

Praça Miguel Bombarda
Setúbal

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A fachada da Igreja de Jesus de Setúbal recebeu considerável nobilitação com a doação feita por D. Jorge de Lencastre, filho bastardo de D. João II, Duque de Aveiro e Coimbra e Mestre da Ordem de Santiago, do extenso terreno fronteiro, ainda na primeira metade do século XVI. O largo assim caracterizado mantém-se até hoje de forma praticamente inalterada, permitindo uma melhor leitura do edifício, apesar da densa urbanização que envolve o conjunto. Neste mesmo espaço, mais tarde chamado de Largo de Jesus, mandou D. Jorge erguer um cruzeiro em mármore vermelho da Arrábida, originalmente situado em frente da cabeceira da igreja, e transferido em 1892 para uma situação central; é constituído por uma base de quatro ordens de degraus circulares sobre um soco oitavado, cada degrau sendo formado por lóbulos recortados dispostos radialmente, como pétalas de flores, num total de quarenta, sobre os quais se levanta uma coluna com base e capitel oitavados, encimada pela cruz. A forma curiosa da base, em pétalas de rosa, poderá ser interpretada como alusão à Virgem Maria, de onde nasceu Cristo, representado pela cruz (PEREIRA, F. A. Baptista, 1990).
Segundo alguns autores, este monumento foi integrado numa Via Sacra constituída por doze cruzeiros, os restantes em mármore branco, erguidos no local onde Frei António das Chagas (séc. XVII) teria colocado doze cruzes de madeira, começando justamente no Largo de Jesus e seguindo até ao Bonfim (PORTELA, Manuel Maria, 1882). Um deles, de superior qualidade, ostentaria a inscrição TODA ESTA OBRA DA VIA-SACRA SE FEZ DAS ESMOLAS DOS FIEIS NO ANNO DE 1728.
O cruzeiro esteve durante algum tempo desmontado e guardado no Museu de Setúbal, nas dependências do Convento de Jesus, aguardando a requalificação do largo, e a reintegração na sua posição original, a nascente da praça. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Portugal antigo e moderno: diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias...

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

PINHO LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de, FERREIRA, Pedro Augusto

Título

Sobre o Manuelino de Setúbal, separata da revista Setúbal na História

Local

-

Data

1990

Autor(es)

PEREIRA, Fernando António Baptista

Título

Notícia dos monumentos nacionaes e edificios e logares notaveis do concelho de Setubal

Local

-

Data

1882

Autor(es)

PORTELA, Manuel Maria

Título

Velharias de Setúbal: cruzeiros e gafaria de Setúbal

Local

-

Data

1946

Autor(es)

NASCIMENTO, Luís Gonzaga do

Título

Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, IPPAR, vol. III

Local

Lisboa

Data

1993

Autor(es)

LOPES, Flávio