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Aqueduto das Águas Livres, seus aferentes e correlacionados (Concelhos de Lisboa, Amadora, Odivelas, Oeiras e Sintra) - detalhe

Designação

Designação

Aqueduto das Águas Livres, seus aferentes e correlacionados (Concelhos de Lisboa, Amadora, Odivelas, Oeiras e Sintra)

Outras Designações / Pesquisas

Aqueduto das Águas Livres e Mãe de Água (antiga designação constante do Decreto de 16/6/1910) / Aqueduto das Águas Livres (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Aqueduto

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

-

Endereço / Local

-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 5/2002, DR, I Série-B. n.º 42, de 19-02-2002 (alargou a classificação do Decreto de 1910 que classificava apenas o Aqueduto das Águas Livres, compreendendo a Mãe de Água, em Lisboa) (ver Decreto)
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

Declaração de rectificação n.º 874/2011, DR, 2.ª série, n.º 98, de 20-05-2011 (retificou para ZEP do Bairro Alto e imóveis classificados na sua envolvente) (ver Declaração)
Portaria n.º 398/2010, DR, 2.º série, n.º 112, de 11-06-2010 (sem restrições) (fixou a ZEP do Bairro Alto) (ver Portaria)
Portaria n.º 512/98, DR, I Série-B, n.º 183, de 10-08-1998 (sem restrições) (ZEP do Museu Nacional de Arte Antiga e dos imóveis classificados na sua área envolvente) (ver Portaria)
Portaria n.º 1099/95, DR, I Série-B, n.º 207, de 7-09-1995 (sem restrições) (ZEP da Mãe-d'Água e Aqueduto das Águas Livres (troço das Amoreiras), da Fábrica das Sedas e do edifício da Travessa da Fábrica das Sedas, 34-79) (ver Portaria)
Portaria n.º 1092/95, DR I Série-B, n.º 206, de 6-9-1995 (troço entre Campolide e a Av Eng.º Duarte Pacheco) (ver Portaria)

Zona "non aedificandi"

-

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O Aqueduto das Águas Livres é uma das maiores obras de engenharia construídas em território nacional, e a que maior impacto teve na história moderna do país, instituindo-se o troço sobre a ribeira de Alcântara (unanimemente considerado uma obra-prima de arquitectura e engenharia do século XVIII), ou a Mãe de Água, nas Amoreiras, como marcas inconfundíveis de Lisboa. No entanto esta imensa obra de abastecimento à capital ficou muito a dever às áreas limítrofes a Norte, onde se realizaram várias captações de água. O aqueduto dispersa-se por cinco concelhos actuais, desenvolvendo-se ao longo de mais de 18 Km.
A sua construção foi determinada por alvará régio de 1731, sendo encarregue dos trabalhos o arquitecto António Canevari, afastado escassos meses depois, quando D. João V nomeou uma comissão de direcção composta por Manuel da Maia, Azevedo Fortes e José da Silva Pais. Logo no ano seguinte o monarca entregou a obra a Manuel da Maia, que esteve apenas três anos à frente do estaleiro, passando este a ser comandado, em 1736, por Custódio Vieira. Estas sucessivas incertezas retardaram consideravelmente os trabalhos, mas a direcção de Vieira mostrou-se sólida e o projecto pôde finalmente avançar, a ele se devendo o troço de Alcântara. No final da década de 40, já sob a direcção de Carlos Mardel, a água chegou finalmente a Lisboa, construindo-se então o arco comemorativo das Amoreiras. Nas décadas seguintes o sistema de abastecimento foi alargado através da construção de pontos de captação e da edificação de fontes dispersas pela cidade. Nos reinados de D. José e de D. Maria o aqueduto adquiriu genericamente a forma actual de cadeia labiríntica e complexa de condução de águas, que só no concelho de Lisboa abrange as freguesias de Benfica, São Domingos de Benfica, Campolide, São Sebastião da Pedreira, Santo Condestável, Prazeres, Santa Isabel, Lapa, Santos-o-Velho, São Mamede e Mercês.
No actual concelho de Sintra (freguesias de Almargem do Bispo, Casal de Cambra, Belas, Agualva-Cacém e Queluz) localizam-se as fontes mais longínquas, em particular na zona florestal de Vale de Lobo. Daqui, através de um troço que percorria várias quintas, junta-se ao complexo de Belas. A abundância de águas subterrâneas em Belas motivou a construção de diversas captações e quatro ramais de ligação ao principal, sendo a partir da mítica fonte da Água Livre, já mencionada no século XII, que o sistema adquiriu o seu nome.
O concelho da Amadora é atravessado por 8 Km distribuídos pelas freguesias de São Brás, Mina, Brandoa, Falagueira, Reboleira, Venda Nova, Damaia e Buraca. Em São Brás, na Mãe de Água Nova, percorre o território através de um canal até à Buraca, possuindo outros ramais secundários. Na estrada entre Belas e Caneças localiza-se um importante trecho, composto por uma sucessão de arcadas de volta perfeita, que mantém a conduta de água à altura inicialmente definida. Na Mina existe uma mina de água cujo aproveitamento remontará ao século XVIII.
Em Caneças (Odivelas), localizam-se alguns pontos de captação complementados por ramais secundários ligando-se à conduta principal. Dos quatro troços aqui erguidos, o principal é o do Caneiro que, partido da nascente de Olival do Santíssimo (a mais distante de Lisboa, a cerca de 18 Km), englobava os de Poço da Bomba, Vale da Moura e Carvalheiro. Nesta freguesia o aqueduto prolonga-se por mais de 5 Km, atravessa a Serra de Quintã e termina na antiga Quinta das Águas Livres, onde, através da Rampa Grande (que une os dois níveis de caudal dos vários troços), se liga ao tronco principal da obra.
Finalmente, na Serra de Carnaxide (concelho de Oeiras) localizam-se algumas nascentes marcadas por três grandes estruturas circulares, a maior correspondente a uma mãe-de-água. Outro troço é o Aqueduto das Francesas, também subsidiário das Águas Livres e integralmente subterrâneo, sendo apenas visíveis as suas clarabóias, que pontuam a serra.
Paulo Fernandes / DIDA - IGESPAR, I.P./ 20.09.2007

Imagens

Bibliografia

Título

Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

ATAÍDE, M. Maia

Título

O aqueduto das Águas Livres, O Livro de Lisboa, pp.293-312

Local

Lisboa

Data

1998

Autor(es)

CAETANO, Joaquim Oliveira

Título

D. João V e a arte do seu tempo

Local

Lisboa

Data

1962

Autor(es)

CARVALHO, Aires de

Título

Aqueduto das Águas Livres, in Dicionário da História de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1994

Autor(es)

ROSSA, Walter