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Muralhas de Serpa - detalhe

Designação

Designação

Muralhas de Serpa

Outras Designações / Pesquisas

Castelo e cerca urbana de Serpa (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Muralha

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Beja / Serpa / Serpa (Salvador e Santa Maria)

Endereço / Local

-- -
Serpa

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 39 521, DG, I Série, n.º 21, de 30-01-1954 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A primeira fortificação de Serpa era ainda islâmica, anterior à conquista da vila aos mouros em 1166. A grande remodelação dos panos de muralha foi ordenada por D. Dinis, a partir de 1295, em obras que decorreram a par da reconstrução do castelo e de outras, em tudo semelhantes, realizadas no castelo e linha de defesa da vila de Moura. A alcáçova foi parcialmente aproveitada das edificações islâmicas em taipa, sendo de planta aproximadamente rectangular, encostada à torre de menagem; o conjunto ficava defendido por um forte muro que envolvia ainda a Igreja de Santa Maria, matriz da vila, e a actual torre do relógio, dentro do seu perímetro ovalado típico das fortificações medievais. As cortinas das muralhas, verticais, são reforçadas por cubelos e encimadas por grossas ameias. Existem hoje muitas aberturas na cerca, mas as entradas originais eram apenas três, a Porta de Beja, localizada a noroeste, a Porta de Moura a nordeste, e a Porta de Sevilha a Sul. As duas primeiras são entradas aparatosas, entre torreões, enquanto a porta de Sevilha já não existe. Abriram-se mais tarde as portas da Corredoura e a Porta Nova. O Palácio dos Melos, cuja capela tumular foi a capela-mor da Igreja de Santa Maria, assenta sobre um troço da muralha, a Este, tal como o aqueduto de Serpa, correndo em arcadas altas. Em meados de seiscentos, no decurso da Guerra da Restauração, e por iniciativa de D. João IV, foi concebido um projecto da autoria de Nicolau de Langres destinado a reforçar os limites da fortificação ao modo de baluarte, num fenómeno que percorreu tantas outras praças na época, marcando uma diferença fundamental entre os castelos medievais e as fortificações da época moderna, mais eficiente do ponto de vista militar. Foi assim erguido o forte de S. Pedro, representando apenas parte do projecto de Langres. Justamente na sequência deste confronto, as muralhas foram arruinadas durante a ocupação espanhola de 1707, quando o Duque de Ossuna atacou a vila. No século XIX ruiu ainda grande parte da muralha e das torres, ainda hoje sujeitas a desmoronamentos. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

DIAS, Pedro