Saltar para o conteúdo principal da página

Cruzeiro de Vila Viçosa - detalhe

Designação

Designação

Cruzeiro de Vila Viçosa

Outras Designações / Pesquisas

Cruzeiro do Carrascal (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Cruzeiro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Évora / Vila Viçosa / Nossa Senhora da Conceição e São Bartolomeu

Endereço / Local

Campo da Restauração
Vila Viçosa

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

Despacho de 6-01-2014 da diretora-geral da DGPC a devolver o processo à DRC do Alentejo para reanálise
Proposta de 18-11-2013 da DRC do Alentejo para alteração da ZEP, no sentido de serem introduzidas restrições
Portaria n.º 527/2011, DR, 2.ª série, n.º 88, de 6-05-2011 (com ZNA) (como o Centro Histórico de Vila Viçosa não está classificado, fixou a ZEP conjunta dos imóveis classificados e em vias de classificação do centro histórico de Vila Viçosa e revogou o diploma anterior) (ver Portaria)
Portaria n.º 223/2010, DR, 2.ª série, n.º 57, de 23-03-2010 (fixou a ZEP conjunta do Centro Histórico de Vila Viçosa) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 12-06-2007 da Ministra da Cultura
Parecer favorável de 31-05-2006 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 21-02-2006 da DR de Évora

Zona "non aedificandi"

Portaria n.º 527/2011, DR, 2.ª série, n.º 88, de 6-05-2011
Portaria n.º 223/2010, DR, 2.ª série, n.º 57, 23-3-2010

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Diante da igreja da Senhora da Lapa, no extremo ocidental do Campo da Restauração, ergue-se o cruzeiro de Vila Viçosa, também conhecido por Cruzeiro do Carrascal. Sobre um singelo soco quadrangular ergue-se a base do cruzeiro, constituída por pedestal moldurado de grandes dimensões, suportando uma cruz latina em mármore, onde se enrola uma serpente alada. Trata-se de uma obra quinhentista, datável da primeira metade do século XVI, que reflecte importantes aspectos da espiritualidade coeva, com ênfase para a esperança da Salvação através da Paixão de Cristo. De facto, e apesar da estranheza inicial que pode causar a presença da serpente no lugar de Cristo, esta figuração ilustra de forma clássica a prefiguração da morte de Jesus Cristo na cruz do Calvário, através do episódio do Antigo Testamento no qual Moisés fundiu uma serpente de bronze e a ergueu sobre uma estaca. Segundo as correspondências testamentárias, e de acordo com os Evangelhos, Cristo seria levantado na cruz da mesma forma que o fora a serpente, imagem dos pecados da Humanidade por ele redimidos. Assim se compreende ainda a representação de asas, significando a espiritualização da figura da serpe. Imagens semelhantes a esta, embora geralmente recorrendo à cruz em T e menos frequentemente à cruz latina, forneciam um elemento de meditação e igualmente de esperança, sendo usados como símbolo do Advento, o tempo de preparação para o Natal, ou para a chegada de Cristo. Funcionavam também como protecções, mantendo-se a crença no poder desta imagem contra as mordidas das serpentes.
A cruz é originária da cerca do Mosteiro de Santo Agostinho, sendo possível que a alusão ao "carrascal", ou matagal de arbusto-carrasco, típico da zona, respeite justamente à vegetação dominante na localização original do monumento. Note-se, de resto, que o arbusto-carrasco é uma das várias planta cujas folhas, com bordas denteadas e aguçadas, funcionam na tradição popular como imagem da coroa de espinhos de Cristo, remetendo novamente para o mistério da Paixão. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - vol. IX (Distrito de Évora, Zona Sul, volume I)

Local

Lisboa

Data

1978

Autor(es)

ESPANCA, Túlio