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Palacete Pombal, também denominado «Palacete dos Condes de Almeida Araújo», incluindo pavilhão das cocheiras e jardim anexo - detalhe

Designação

Designação

Palacete Pombal, também denominado «Palacete dos Condes de Almeida Araújo», incluindo pavilhão das cocheiras e jardim anexo

Outras Designações / Pesquisas

Palacete Pombal / Palacete dos Condes de Almeida Araújo(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Palacete

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Sintra / Queluz e Belas

Endereço / Local

Largo do Palácio Nacional de Queluz
Queluz

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 45/93, DR, ISérie-B, n.º 280, de 30-11-1993 (ver Decreto)
Edital de 17-05-1988 da CM de Sintra
Despacho de homologação de 6-05-1986 da Secretária de Estado da Cultura
Despacho de homologação de 30-04-1986 do presidente do IPPC
Parecer da 9.ª Secção do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como MN do Palacete Pombal, Pavilhão das Cocheiras e jardim anexo
Proposta de classificação de 7-03-1986 do IPPC
Proposta de 3-06-1983 da directora do Palácio Nacional de Queluz para a classificação do Palacete Pombal

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Mandado edificar pelo 2º Marquês de Pombal, D. Henrique José de Carvalho e Melo, para acompanhar a família real que, após o incêndio da Real Barraca da Ajuda, se instalou no palácio de Queluz, este palacete de estilo neoclássico recorda, apesar das diferenças de escala, o Petit Trianon de Versalhes, desenhado por Gabriel (FRANÇA, 2004). Situado em frente ao palácio de Queluz, esta residência, que deveria alojar do Marquês durante o exercício das suas funções de camareiro, marca uma outra época da vivência de Queluz, e imprime ao local uma cenografia neoclássica, numa solução que não deixa de recordar a segunda fachada de Seteais, criada para equilibrar a que já aí existia. Na verdade, determinados pormenores, como as janelas muito altas em relação ao solo, revelam que este era um edifício para ser visto, mais do que para ser habitado (STOOP, 1986, p. 246).
Iniciado após 1795, o palacete não foi terminado em vida do Marquês, que em 1807 acompanhou a família real para o Brasil, onde veio a falecer. Foi adquirido, já na segunda metade da centúria pelos Condes Almeida e Araújo e, no século seguinte, pelos Duques de Palmela, que o venderam em 1978 ao Quartel General do Governo Militar de Lisboa, que ainda hoje aí se mantém.
De planta quadrada, o palacete desenvolve-se em dois pisos, sendo o superior de menores dimensões que o piso térreo, divisão que se traduz, na fachada, por meio de uma moldura saliente. Articula-se com o edifício das cocheiras e com um jardim de buxos, apresentando alçados pautados por uma grande regularidade e simetria. A fachada, de aparelho rusticado, é aberta pelo portal central, com pilastras laterais que suportam um entablamento decorado por grinaldas e, sobre a moldura de separação dos pisos, um frontão formado por grinaldas, acompanhadas por duas figuras reclinadas, convergindo no brasão dos Carvalhos que, imponente, se exibe ao centro. Estas figuras foram esculpidas por Francisco Leal Garcia, autor, entre outras obras, do arco de Seteais, em Sintra.
As janelas que se rasgam na fachada exibem uma moldura contínua, com máscaras e festões nos painéis superiores, sendo prolongadas pelas de menores dimensões do segundo piso, num ritmo vertical que converge ao centro, e na representação heráldica da família Carvalho e Melo.
O espaço interior estrutura-se em função do hall oval, coberto por cúpula com clarabóia, a partir do qual se distribuem as diferentes divisões do palacete. As suas paredes são decoradas por frescos em trompe l'oeil de figuras alegóricas e troféus, tal como a própria cúpula. Nas salas, voltamos a encontrar a pintura a fresco, a par com os azulejos D. Maria, com representações de paisagens.
Não é conhecido o arquitecto que concebeu o palacete Pombal, muito embora o nome de José da Costa e Silva, responsável pelo traçado do Teatro São Carlos e a quem são atribuídas outras quintas em Sintra (de que é exemplo o projecto do primeiro edifício de Seteais), seja apontado pelos vários investigadores como o mais provável.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1963

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de, FERRÃO, Julieta, GUSMÃO, Adriano de

Título

Quintas e palácios nos arredores de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

STOOP, Anne de

Título

Solares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de

Título

História da Arte em Portugal - O Pombalismo e o Romantismo

Local

Lisboa

Data

2004

Autor(es)

FRANÇA, José-Augusto