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Cruzeiro de Tibães - detalhe

Designação

Designação

Cruzeiro de Tibães

Outras Designações / Pesquisas

Cruzeiro de Tibães (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Cruzeiro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Braga / Mire de Tibães

Endereço / Local

Largo do Mosteiro de São Martinho de Tibães
Mire de Tibães

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

Portaria n.º 736/94, DR, I Série-B, n.º 187, de 13-08-1994 (com ZNA) (ver Portaria)
Portaria de 20-09-1949, publicada no DG, II Série, n.º 242, de 18-10-1949

Zona "non aedificandi"

Portaria n.º 736/94, DR, I Série-B, n.º 187, de 13-08-1994
Portaria de 20-09-1949, publicada no DG, II Série, n.º 242, de 18-10-1949

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O cruzeiro de Tibães ergue-se diante do Mosteiro do mesmo nome, no larguíssimo espaço para onde deitam as fachadas do templo e complexo conventual, integrado na cerca, e rodeado por árvores de grande porte. Desconhecendo-se com precisão a data da sua factura, é evidente tratar-se de uma construção clássica de concepção bastante erudita; uma das suas particularidades reside no facto de ser quase idêntico aos cruzeiros bracarenses de Santana e do Campo das Hortas, e especialmente a este último.
Levanta-se sobre um amplo soco de nove degraus quadrangulares, de pouca elevação, sobre uma plataforma cortada nos ângulos por pilaretes equadrangulares encimados por bolas; no último degrau assenta um paralelepípedo ao alto, apoiado por leões, tendo as quatro faces decoradas com molduras em forma de cartelas de desenhos distintos, uma da quais apresenta o emblema beneditino (sendo o mosteiro, na altura, a casa-mãe da Ordem em Portugal). Sobre o tabuleiro quadrado que encima o pedestal eleva-se a base do fuste, uma coluna monolítica de secção circular, com decoração distinta no terço inferior, ornado de motivos estrelados, e nos terços superiores, com caneluras. O capitel é um exemplo quase puro da aplicação da ordem coríntia, de acordo com a sua utilização renascentista mais erudita. A rematar o conjunto, e sobre um pequeno acrotério, uma grande esfera serve de base a uma singela cruz latina, de secção quadrada, rematada por pontas de diamante.
As únicas diferenças entre este cruzeiro e os anteriormente mencionados encontram-se na decoração dos pedestais e do primeiro terço dos fustes, embora estes sejam idênticos no caso do Cruzeiro do Campo das Hortas. Destaca-se a correcta utilização das proporções clássicas e da decoração, evidentemente bebidas na tratadística da época. SML

Imagens