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Estação arqueológica do Alto da Fonte do Milho - detalhe

Designação

Designação

Estação arqueológica do Alto da Fonte do Milho

Outras Designações / Pesquisas

Estação Arqueológica do Alto da Fonte do Milho (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Villa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Vila Real / Peso da Régua / Poiares e Canelas

Endereço / Local

-- -
Canelas do Douro

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 42 692, DG, I Série, n.º 276, de 30-11-1959 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Classificada como "Monumento Nacional" desde a década de cinquenta e ocupando cerca de um hectare, a "Estação arqueológica do Alto da Fonte do Milho", ou Castellum Romano, como também é conhecida, está implantada num esporão sobranceiro ao vale do rio Douro, numa área actualmente abrangida pelas freguesias de Poiares e de Canelas.
Terá sido somente em 1938, durante umas obras conduzidas no local, que o sítio foi identificado pelo conhecido médico e escritor João Maria Araújo Correia (1899-1985), após tomar conhecimento do surgimento, na Fonte do Milho (então da propriedade de José Albino Fernandes), de uma "piscina" decorada com mosaico, com uma gramática decorativa aproximada à registada em Milreu, segundo a análise efectuada na época pelo conhecido arqueólogo, historiador da Arte e professor da Universidade de Coimbra, Virgílio Correia Pinto da Fonseca (1888-1944).
Com vestígios de ocupação datáveis de um período que mediará entre o século I d. C. e o Baixo Império (séculos IV/V d. C.), esta villa romana apresenta um sistema defensivo constituído por duas linhas de muralha erguidas em xisto com o respectivo acesso localizado a SO, característica que, no conjunto, lhe tem conferido a designação geral de castellum ou de "villa fortificada.
As investigações arqueológicas empreendidas por Fernando Russell Cortez (que veio a ser director do Museu de Gão Vasco, em Viseu) neste sítio a partir de finais dos anos quarenta revelaram a existência de algumas dependências originalmente vocacionadas para a actividade agrícola, de entre as quais se destacará a presença de um lagar - ou torcularium - de vinho e de azeite, a atestar bem a importância que o cultivo e a produção vinícola alcançaram nesta zona logo no início do primeiro milénio da nossa Era. Quanto à parte habitacional desta villa, foram encontrados diversos mosaicos policromos decorados com figurações de peixes a cobrir uma banheira com cerca de um metro de fundura.
Alguns dos artefactos recolhidos durante as escavações encontram-se actualmente em exposição no Museu de Lamego.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

A Cultura Castreja no Noroeste de Portugal

Local

Paços de Ferreira

Data

1986

Autor(es)

SILVA, Armando Coelho Ferreira da

Título

Roman Portugal

Local

Warminster

Data

1988

Autor(es)

ALARCÃO, Jorge Manuel N. L.

Título

O cultivo da vinha durante a Antiguidade Clássica na Região Demarcada do Douro. Ponto da situação, Douro - Estudos & Documentos

Local

Lisboa

Data

1996

Autor(es)

ALMEIDA, Carlos Alberto Brochado de

Título

As escavações arqueológicas do Castellum da Fonte do Milho. Contributo para a demografia duriense, Anais do Instituto Vinho do Porto

Local

Porto

Data

1951

Autor(es)

RUSSELL CORTEZ, Fernando

Título

Mosaicos romanos no Douro, Instituto Vinho do Porto

Local

Porto

Data

1946

Autor(es)

RUSSELL CORTEZ, Fernando

Título

A estação romana de Canelas (Poiares da Régua), Trabalhos de Antropologia e Etnologia

Local

Porto

Data

1939

Autor(es)

TEIXEIRA, Carlos