Saltar para o conteúdo principal da página

Ascensor da Glória e meio urbano que o envolve - detalhe

Designação

Designação

Ascensor da Glória e meio urbano que o envolve

Outras Designações / Pesquisas

Elevador da Glória (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Ascensor

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Misericórdia; Santa Maria Maior; Santo António

Endereço / Local

Rua das Taipas, tornejando para o Largo da Oliveirinha, 1, 2 e 5
Lisboa

Calçada da Glória (todos os imóveis que com ela confinam)
Lisboa

Travessa do Fala-Só
Lisboa

Número de Polícia: 2 a 12 e 1 a 7

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Portaria n.º 394/2018, DR, 2.ª série, n.º 153, de 9-08-2018 (fixou as restrições relativas ao conjunto classificado como MN) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 2-10-2017 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 86/2017, DR, 2.ª série, n.º 113, de 12-06-2017 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 1-02-2017 da diretora-geral da DGPC
Proposta de alteração de 23-12-2016 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC
Despacho de concordância de 15-04-2016 da diretora-geral da DGPC
Parecer favorável de 27-01-2016 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Informação de 11-09-2015 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC a propor alterações
Pedido de esclarecimentos de 5-05-2015 do relator designado da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta final de 4-03-2015 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC
Parecer de 8-01-2015 da CML expondo a sua visão sobre as competências da autarquia e da DGPC e propondo algumas alterações
Em 29-09-2014 foi enviada cópia à CM de Lisboa para emissão de parecer
Despacho de concordância de 18-09-2014 do diretor-geral da DGPC
Proposta de 12-08-2014 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para a revisão da classificação para CIN/MN
Decreto n.º 31-F/2012, DR, 1.ª série, n.º 252 (suplemento), de 31-12-2012 (ampliação) (ver Decreto)
Despacho de homologação de 31-03-2003 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 7-01-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 28-10-2002 da DR de Lisboa do IPPAR para a ampliação da classificação ao número 12 da Travessa do Fala-Só e a rectificação da planta do diploma
Decreto n.º 5/2002, DR, I Série-B. n.º 42, de 19-02-2002 (ver Decreto)
Edital N.º 92/97 de 7-11-1997 da CM de Lisboa
Despacho de autorização e classificação de 9-04-1997 do Ministro da Cultura
Parecer de 11-03-1997 do Conselho Consultivo di IPPAR a propor a classificação como MN do Ascensor da Glória e meio urbano que o envolve
Em 25-10-1995 foi solicitado à CM de Lisboa o envio de parecer sobre o assunto
Proposta de 1-08-1995 da CARRIS para a classificação do Ascensor da Glória

ZEP

Portaria n.º 394/2018, DR, 2.ª série, n.º 153, de 9-08-2018 (com restrições) (ZEP do Ascensor da Glória e meio urbano que o envolve e do Palácio Foz)) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 2-10-2017 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 86/2017, DR, 2.ª série, n.º 113, de 12-06-2017 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 1-02-2017 da diretora-geral da DGPC
Proposta de alteração de 23-12-2016 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC
Despacho de concordância de 15-04-2016 da diretora-geral da DGPC
Parecer favorável de 27-01-2016 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Informação de 11-09-2015 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC a propor a alteração para ZEP do Ascensor da Glória e meio urbano que o envolve e do Palácio Foz, classificado como IIP
Pedido de esclarecimentos de 5-05-2015 do relator designado da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta final de 4-03-2015 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC
Parecer de 8-01-2015 da CML expondo a sua visão sobre as competências da autarquia e da DGPC e propondo algumas alterações
Em 29-09-2014 foi enviada cópia à CM de Lisboa para emissão de parecer
Despacho de concordância de 18-09-2014 do diretor-geral da DGPC
Proposta de 12-08-2014 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Inaugurado, com toda a pompa e circunstância, a 24 de Outubro de 1885, o traço do "Ascensor da Glória" foi entregue ao engenheiro portuense, de origem francesa, Raoul Mesnier du Ponsard (1848-1914), amplamente conhecido pela construção de outros elevadores em Lisboa, assim como de funiculares em vários pontos do país.
Planeado para estabelecer a ligação entre a Avenida da Liberdade e a Rua de S. Pedro de Alcântara, um dos miradouros de excelência da cidade, o elevador foi o segundo a ser edificado na capital por iniciativa da 'Nova Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa' (NCAML), depois de a Câmara Municipal ter aprovado, em 1875, a instalação particular de um transporte em plano inclinado no local.
Os carros então utilizados divergiam de tudo quanto a população lisboeta conhecera até então, contribuindo, assim, para a afirmação do seu crescente carácter cosmopolita que a deveria aproximar do quotidiano das principais capitais europeias. Além de possuir dois pisos, uma das particularidades únicas do ascensor residia no facto de os dois longos bancos corridos colocados em cada um deles se encontrarem, de costas voltadas para a rua, no registo inferior, e de frente para a rua, no superior (ao qual se acedia por escada em caracol situada na plataforma), possibilitando, deste modo, a quem o utilizasse, uma maior opção de visão relativamente à paisagem envolvente, ao mesmo tempo que proporcionava um tipo de contacto social assaz diferenciado.
Quanto ao mecanismo de funcionamento, ele consistia no sistema de cremalheira e cabo por contrapeso de água, ou seja, os dois carros, interligados por cabos, continham reservatórios de água que se esvaziavam assim que chegavam aos Restauradores, para serem enchidos na Rua da Misericórdia. Uma especificidade que condicionava o seu andamento com maior frequência do que a, certamente, desejada pelos seus utilizadores, uma vez que os constantes cortes no abastecimento de água em Lisboa obrigavam à sua interrupção.
Foi, precisamente, este contratempo que motivou a substituição do sistema original, optando-se por comprar à reconhecida firma alemã Maschinenfabrick (Esslingen) uma máquina a vapor para movimentação do cabo, até que, em 1912, em plena I República, o novo contrato de concessão do elevador com a autarquia permitiu a electrificação da linha - inaugurada três anos depois -, após firmar acordo com a Lisbon Electric Tramways Limited.
A NCAML (vide supra) foi, entretanto, dissolvida em 1926, transferindo-se, então, a exploração do ascensor para a companhia 'Carris', construindo-se, desde logo, um abrigo para o carro e passageiros junto aos Restauradores, ainda que fosse retirado logo em 1934 em resultado das crescentes críticas negativas que mereceu por parte de um amplo sector da opinião pública, mantendo-se, no entanto, a nova cor escolhida, isto é o amarelo (o "amarelo da Carris").
Na actualidade, o ascensor é constituído por dois carros que sobem e descem alternada e simultaneamente ao longo de duas vias paralelas de carris de ferro, assim como por uma cabina tricompartimentada distribuída pelas áreas de condução, propriamente ditas, e a do público, na zona central do corpo, onde se encontram dois bancos fronteiros e corridos.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Ascensores actuais, in Dicionário da História de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1994

Autor(es)

ESTRELA, Edite