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Forte da Meia Praia - detalhe

Designação

Designação

Forte da Meia Praia

Outras Designações / Pesquisas

Forte de São Roque de Lagos / Forte da Meia Praia / Forte de São Roque (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Forte

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Lagos / São Gonçalo de Lagos

Endereço / Local

Estrada da Meia Praia, junto à EN 125, ao km 3
Lagos

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 182/2015, DR, 2.ª série, n.º 52, de 16-03-2015 (voltou a classificar o imóvel) (ver Portaria)
Portaria n.º 116/2015, DR, 2.ª série, n.º 35, de 19-02-2015 (revogou a portaria anterior, por o preâmbulo conter algumas imprecisões topográficas e arquitetónicas) (ver Portaria)
Portaria n.º 41/2014, DR, 2.ª série, n.º 14, de 21-01-2014 (ver Portaria)
Procedimento (indevidamente) prorrogado até 31-12-2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Novo despacho de homologação de 31-05-1973 do Secretário de Estado da Instrução e Cultura
Novo parecer de 4-05-1973 da JNE a confirmar a proposta de clasificação como IIP
Despacho de homologação de 13-10-1956 do Subsecretário de Estado da Educação Nacional
Parecer de 12-10-1956 da JNE a propor a classificação como IIP

ZEP

Devolvido à DRC do Algarve por despacho de 2.-04-2014 do diretor-geral da DGPC, para reanálise
Parecer favorável de 7-11-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 2-02-2011 da DRC do Algarve

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Em pleno areal da Meia Praia, numa zona central da Baía de Lagos, e em monte dominante sobre toda a orla costeira, o pequeno forte de São Roque - ou da Meia Praia, pelo local onde se encontra implantado - foi uma das fortificações complementares de defesa da costa algarvia, ao longo da Idade Moderna. A sua construção remonta, muito provavelmente, à segunda metade do século XVII, integrada no amplo processo de defesa da costa meridional do reino, que levou à edificação de numerosos fortes ao longo de toda a linha marítima do Algarve, de Castro Marim à ponta de Sagres. A sua vocação defensiva, a meio da baía, justificava-se pela relativa proximidade da ribeira de Odiáxere e, mais importante, pela proximidade em relação à cidade de Lagos, desempenhando, assim, uma função de clara complementariedade em relação ao forte dispositivo militar da urbe.
Em termos estruturais, este forte apresenta uma solução tremendamente simples: planta quadrangular, de três arestas regulares e uma - a virada a ponte - irregular, precisamente aquela onde se abre o portal principal de acesso à fortaleza, rasgado axialmente no alçado, e resguardado por dois torreões de secção trapezoidal. No interior, resta apenas uma dependência, de dois pisos, que ultrapassa, hoje, a altura das muralhas, fazendo crer que a organização interna, na origem, não teria esta disposição vertical tão acentuada. O plano aqui adoptado foi já aproximado ao da fortificação quadrangular da Ponta da Bandeira, em plena praia de Lagos, apenas diferindo numa maior simplicidade e modéstia com que se edificou o edifício da Meia Praia (COSTA, 1997, Dgemn, on-line).
Infelizmente, o Forte de São Roque passou por uma história tão atribulada que são muito poucas as certezas que hoje possuimos acerca deste imóvel nos seus primeiros tempos. A própria data de construção não é certa, e as múltiplas transformações por que passou ao longo da sua existência, determinaram a adulteração completa da disposição original interna. Logo em 1755, aquando do grande terramoto, o forte sofreu pesados danos, desmoronando-se algumas paredes. O processo de reconstrução que se seguiu foi, ao que tudo indica, demasiado demorado e a fortificação nunca mais atingiu a importância que se crê ter estado na sua origem. Dez anos após o tremor de terra, uma notícia indica não existir ainda quartel e armazém para a pólvora no seu interior. Parece mesmo que a reconstrução definitiva do forte apenas teve lugar quarenta anos depois de 1755, nas vésperas do país ser invadido pelas tropas francesas.
Fosse como fosse, o certo é que logo na terceira década do século XIX o forte estava destruído e abandonado. Uma relação de trabalhos elaborada nos anos quarenta de Oitocentos indica que os trabalhos de reconstrução a realizar seriam de grande vulto, neles se integrando a desobstrução de grande parte das muralhas, indicador de que era já estrutural o abandono da fortaleza. Pelo final do século, o espaço passou para a Alfândega de Faro, que aqui instalou um ponto de fiscalização da sua Guarda. Ao longo do século XX, as várias tentativas para se rentabilizar (e preservar convenientemente) o espaço debateram-se com a inércia das instituições. Uma proposta de adaptação a unidade turística, sugerida pela DGEMN, não foi concretizada e, no presente, o pequeno forte mantém uma guarnição da Guarda Fiscal no interior, ao mesmo tempo que as velhas muralhas, de boa construção militar, se vão degradando, apresentando já perigosos sinais de desagregação, junto a alguns cunhais.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Castelos, fortalezas e torres da região do Algarve

Local

Faro

Data

1997

Autor(es)

COUTINHO, Valdemar

Título

Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1948

Autor(es)

ALMEIDA, João de

Título

História das fortificações marítimas da Praça de Guerra de Lagos

Local

Lagos

Data

1992

Autor(es)

CALLIXTO, Carlos Pereira

Título

Dinâmica defensiva da costa do Algarve. Do período islâmico ao século XVIII

Local

Portimão

Data

2001

Autor(es)

COUTINHO, Valdemar

Título

Algarve - Castelos, Cercas e Fortalezas

Local

Faro

Data

2008

Autor(es)

MAGALHÃES, Natércia