Saltar para o conteúdo principal da página

Pórtico da Igreja do Convento da Esperança (teatro velho) e o pátio (antigo claustro) das três cisternas que lhe fica na rectaguarda - detalhe

Designação

Designação

Pórtico da Igreja do Convento da Esperança (teatro velho) e o pátio (antigo claustro) das três cisternas que lhe fica na rectaguarda

Outras Designações / Pesquisas

Mosteiro de Nossa Senhora da Esperança(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Convento

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Abrantes / Abrantes (São Vicente e São João) e Alferrarede

Endereço / Local

Rua Actor Taborda
Abrantes

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)
Edital de 2-01-1976 da CM de Abrantes
Despacho de homologação de 18-03-1975 do Secretário de Estado da Cultura e Educação Permanente
Parecer favorável de 7-03-1975 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE
Proposta do delegado da JNE no concelho para a classificação como IIP

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O Convento de Nossa Senhora da Esperança foi fundado na vila de Abrantes no ano de 1548, junto da ermida de Nossa Senhora da Ribeira, observando a Regra da Ordem Terceira de São Francisco. Em 1575, e à semelhança do que aconteceu com quase todos os complexos conventuais da vila, o convento mudou de localização, por alegada insalubridade do local original, e também porque o espaço era reduzido para o número de freiras que albergava. O novo local ficava situado na Rua de Santa Iria, e no ano de 1576 as freiras ocupavam a Ermida de Santana como mosteiro provisório. A partir de 1583 o convento ficava definitivamente vinculado à Segunda Regra da Ordem, passando as freiras a professar como clarissas.
Na década de oitenta as obras do convento avançaram, com o patrocínio de Filipe I, e a Câmara da vila contribuía anualmente para elas com vinte mil réis. No entanto a edificação prolongou-se até cerca de 1620, quando foi edificada a capela-mor, financiada por Manuel da Silveira Frade. Em 1809 as freiras abandonaram o convento, que foi destruído nalgumas zonas devido ao traçado das obras de fortificação da vila. No ano de 1835 a igreja e o coro baixo eram cedidos à Câmara Municipal de Abrantes para que aí fosse instalado o Teatro Tabuciano, mais tarde conhecido como Teatro Taborda. Na zona conventual seria instalado o Hospital Regimental de Infantaria n.º 11.
Apesar de se encontrar actualmente muito desvirtuado, ainda é possível definir a tipologia do conjunto arquitectónico, uma igreja de nave única, com coro duplo, capela-mor e capelas absidais formando a cabeceira. Do templo resta o pórtico, rectangular, rasgado por arco de volta perfeita assente em pilares toscanos e ladeado por pilastras decorados por motivos grotescos e capitéis jónicos, sobre bases decoradas por florões e losangulos. O entablamento é decorado por enrolamentos vegetais e motivos ponta de diamante. O conjunto é rematado, no seguimento das pilastras, por dois pináculos.
O claustro possuía planta rectangular, da qual resta a ala adossada à igreja, rasgada por arcos redondos, encimada por varanda e coberta por parte da abóbada de berço. No adro do claustro foram edificadas três cisternas, duas de boca redonda, com arcos metálicos de suspensão de roldana e a outra apenas assinalada no pavimento.
Actualmente o espaço remanescente do Convento de Nossa Senhora da Esperança tem funções culturais e recreativas, sendo aproveitado para apoio ao Colégio de Nossa Senhora de Fátima.
Catarina Oliveira

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Santarém

Local

Lisboa

Data

1949

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos

Título

Ribatejo Histórico e Monumental

Local

Lisboa

Data

1938

Autor(es)

CÂNCIO, Francisco

Título

Memória Histórica da Notável Vila de Abrantes

Local

Abrantes

Data

2002

Autor(es)

MORATO, António Manuel