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Aldeia da Palhota - detalhe

Designação

Designação

Aldeia da Palhota

Outras Designações / Pesquisas

Povoação Mouchão da Casa Altas / Aldeia da Palhota(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Aldeia

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Cartaxo / Valada

Endereço / Local

-- na margem direita do rio Tejo
Palhota

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Em 10-04-2007 foi dado conhecimento do despacho à CM do Cartaxo, enviando cópia do processo, a fim de ponderar a classificação como de IM

Despacho de 27-03-2007 da vice-presidente do IPPAR a determinar a revogação do despacho de abertura de 13-11-1998
Proposta de 16-03-2007 da DR de Lisboa para a revogação do despacho de abertura, atendendo a que a CM do Cartaxo pretende classificar o conjunto como de IM
Despacho de abertura de 13-11-1998 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 22-09-1998 da DR de Lisboa para a abertura da instrução de processo de classificação
Proposta de classificação de 14-04-1989 da CM do Cartaxo

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Implantada num dos mouchões do rio Tejo, sintomaticamente conhecido como Mouchão das Casas Altas, esta aldeia constitui uma das mais importantes heranças legadas pela presença humana junto ao grande rio. Ao todo, o conjunto não ultrapassa a dezena e meia de fogos, dispostos em duas correntezas paralelas ao curso do Tejo e separados por uma via de terra batida, chamada de Rua Principal.
Subsistem dúvidas a respeito da cronologia de edificação deste núcleo. Ao que tudo indica, ele foi definido ao longo da década de 30 do século XX, pouco depois de os primeiros pescadores se terem instalado sazonalmente (durante o Inverno) na zona, até então conhecida como Póvoa da Vieira. A partir dos anos 60, porém, as primitivas barracas, feitas com ramos de árvores e terra, deram lugar a construções de maior durabilidade, as quais chegaram genericamente até aos nossos dias.
Ao longo dos tempos, a uniformidade que caracterizava as habitações foi parcialmente adulterada, mas os conjuntos familiares apresentam ainda bastantes características que os aproximam, sendo a principal a elevação das habitações sobre estacas (alguns já reforçadas e transformadas em pilares de betão), solução que possibilita a continuidade da vivência comunitária em épocas de cheias. Por outro lado, a tendência espacial e volumétrica das habitações é também constante, com um só piso de desenvolvimento rectangular, coberto por telhado de duas águas. O acesso a este andar "superior" é feito através de escadaria externa que termina em alpendre protegido por balaustrada. Os materiais empregues são invariavelmente pobres, com abundante inclusão de madeira e revestimentos de terra.
A organização em altura destas casas tem conteúdo funcional: debaixo da casa guardavam-se as embarcações dos proprietários, que poderiam estar a cotas diferenciadas, conforme a maré ou a cheia. A casa de habitação, propriamente dita, continha uma cozinha, um ou dois quartos e uma sala comum. Finalmente, sobre estas dependências, armazenavam-se as redes e outros utensílios imprescindíveis à faina.
Nesta aldeia avieira, chegou a viver o médico e escritor Alves Redol, em cuja obra literária o rio Tejo é uma constante.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Avieiros. Os últimos pescadores do Tejo

Local

Cartaxo

Data

1997

Autor(es)

VASCONCELOS, Humberto, MARTINS, Jorge