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Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, ou das Chagas - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, ou das Chagas

Outras Designações / Pesquisas

Igreja das Chagas do Salvador / Igreja das Chagas do Salvador / Igreja de Nossa Senhora dos Remédios (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Beja / Castro Verde / Castro Verde e Casével

Endereço / Local

Rua D. Afonso I
Castro Verde

Rua de Mértola
Castro Verde

Praça da República
Castro Verde

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 740-Q/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 18-07-2012 do diretor-geral da DGPC
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Anúncio n.º 14226/2011. DR, 2.ª série, n.º 193, de 7-10-2011 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 30-08-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer de 30-03-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como MIP
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Proposta de 17-09-2009 da DRC do Alentejo para a classificação como de IP
Edital n.º 13/2009 de 11-05-2009 da CM de Castro Verde
Despacho de abertura de 26-03-2009 do director do IGESPAR, I.P.
Proposta de 15-03-2009 da DRC do Alentejo para a abertura da instrução do procedimento de classificação
Eliminado do rol dos MN pelo Decreto n.º 37 801, DG, I Série, n.º 78, de 2-05-1950 (ver Decreto)
Classificada como MN pelo Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (com a designação de Igreja das Chagas do Salvador) (ver Decreto)

ZEP

Portaria n.º 740-Q/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (sem restrições) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 18-07-2012 do diretor-geral da DGPC
Anúncio n.º 14226/2011. DR, 2.ª série, n.º 193, de 7-10-2011 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 30-08-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer favorável de 30-03-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 17-09-2009 da DRC do Alentejo

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A Igreja de Nossa Senhora dos Remédios de Castro Verde é também conhecida por Igreja das Chagas do Salvador devido à lenda que atribui a sua fundação original a D. Afonso Henriques, no local onde se situaria a morada do ermitão que anunciou ao futuro rei a aparição de Cristo, prometendo-lhe a vitória na Batalha de Ourique, e que é hoje o largo principal da vila. A actual igreja foi construída por Filipe II, no último quartel do século XVI, quando o templo primitivo se encontraria em avançado estado de degradação, mas a fachada resulta de uma reconstrução de meados do século XVIII. As obras e a manutenção da igreja foram custeadas, durante mais de dois séculos, pela Feira de Castro, instituída para este fim, e ainda hoje a maior do Baixo Alentejo.
A fachada da igreja é enquadrada por pilastras lisas e rematado por frontão de aletas sobre empena triangular. É vazada por portal de verga recta encimado por frontão de volutas em mármore, e por um grande janelão rectangular coroado pelo escudo de Portugal, de feição barroca. A torre sineira, de planta quadrangular e vazada por quatro janelas de arco redondo, ergue-se à esquerda da fachada principal. As fachadas laterais são percorridas por contrafortes, sendo o primeiro do lado direito da fachada vazado por um arco de volta perfeita. Os corpos da capela-mor e da sacristia são rematados por empenas triangulares com pináculos sobre os cunhais.
O interior é de nave única, coberta por abóbada de berço. Na capela-mor destaca-se um retábulo de estuque marmoreado, com trono de talha dourada e pintada, bem como telas com cenas da vida da Virgem, dispostas sobre silhares de azulejos azuis e brancos da mesma temática. O tecto da capela-mor exibe uma pintura moderna, de meados do século XX. O arco triunfal, de volta perfeita, é revestido por estuques dourados e encimado pelas armas reais, em talha. As paredes da nave são ainda revestidas por silhares de azulejos de figura avulsa, de fabrico holandês, e por telas representando a Batalha de Ourique, pintadas (como as restantes na igreja) pelo pintor algarvio Diogo Magina (1763-67). As cenas figuradas nestas telas, representando a aparição de Cristo a D. Afonso Henriques, no local de S. Pedro das Cabeças (a 5 km da vila de Castro Verde) são semelhantes às dos painéis de azulejo da vizinha Igreja Matriz, ou Basílica Real.
Sílvia Leite / DIDA / IGESPAR, I.P./ 2009