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Castelo de Porto de Mós - detalhe

Designação

Designação

Castelo de Porto de Mós

Outras Designações / Pesquisas

Castelo de Porto de Mós (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Castelo

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Leiria / Porto de Mós / Porto de Mós - São João Baptista e São Pedro

Endereço / Local

Rua Dom Fuas Roupinho
Porto de Mós

Rua Galega
Porto de Mós

Rampa do Castelo
Porto de Mós

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

Portaria de 25-05-1948, publicada no DG, II Série, n.º 152, de 2-07-1948 (com ZNA)

Zona "non aedificandi"

Portaria de 25-05-1948, publicada no DG, II Série, n.º 152, de 2-07-1948

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

À semelhança do que acontece com o vizinho Castelo de Ourém, também não estão esclarecidas as origens do local, em particular durante o período de nominal domínio árabe. Tem-se sugerido a existência de uma atalaia islâmica, conquistada por D. Afonso Henriques em 1148 (apenas depois das conquistas de Lisboa, Palmela e Santarém?), mas os vestígios materiais dessa realidade tardam em aparecer.
Mais certo é a iniciativa edificadora dos nossos primeiros monarcas. A D. Sancho I atribui-se uma primeira construção militar, posteriormente alargada e reforçada no reinado de D. Dinis, numa campanha que chegou a cercar toda a povoação.
Mas o mais importante contributo construtivo para a história de Porto de Mós ocorreu já no século XV, altura em que a localidade entrou na posse do Conde de Ourém e 1º Marquês de Valença, D. Afonso. Em Ourém, o conde promoveu avultadas obras, ao abrigo de um italianismo ímpar no nosso país. O majestoso paço que construiu no castelo de Porto de Mós inscreve-se neste mesmo movimento e constitui o segundo capítulo escrito por D. Afonso de uma história de real importância na evolução da arte quatrocentista nacional.
O monumento apresenta uma evidente racionalidade arquitectónica, ao alicerçar-se numa planta pentagonal, cujos vértices são reforçados por torreões (três de secção quadrangular e um outro pentagonal). A fachada principal, voltada a Sul, é de feição harmónica, com corpo central ladeado por duas torres coroadas com terminações piramidais. O portal é de arco de volta perfeita, encimado por elegante loggia panorâmica, mais característica da arquitectura palaciana que da militar. O interior apresenta um pátio central (onde se escavou a cisterna), a partir do qual se acede a todos os espaços do conjunto.
A loggia corrida ao longo do andar nobre do paço e o coroamento piramidal das duas torres que ladeiam a entrada fazem com que este castelo seja uma das mais importantes peças de cenografia arquitectónica do século XV português. Por essa altura, viveram-se tensões entre casas nobres, com uma guerra civil pelo meio, mas o paço de Porto de Mós foi concebido com preocupações mais artísticas e socialmente prestigiantes do que propriamente militares.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Castelos Portugueses

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

MONTEIRO, João Gouveia, PONTES, Maria Leonor