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Igreja de São Martinho de Mouros - detalhe

Designação

Designação

Igreja de São Martinho de Mouros

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial de São Martinho de Mouros / Igreja de São Martinho(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Resende / São Martinho de Mouros

Endereço / Local

EN 222
Lugar de Sub-Adro

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 8 175, DG, I Série, n.º 110, de 3-06-1922 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

São Martinho de Mouros é uma das mais originais igrejas românicas portuguesas, pelas soluções construtivas empregues que lhe conferem um estatuto único na produção arquitectónica nacional dos séculos XII e XIII.
O tratamento da fachada principal, e genericamente do sector ocidental do templo, é a marca diferenciada do projecto. A frontaria integra uma verdadeira torre defensiva de dois andares, adelgaçada no registo superior e dotada de banda lombarda a suportar cornija que antecede a área sineira, esta ainda mais estreita que a restante estrutura. O portal axial é de arco apontado, aberto na caixa murária e composto por quatro arquivoltas, sendo a exterior uma moldura de enxaquetados. O projecto original incluía um desaparecido alpendre, de que restam as mísulas de suporte do telhado. No interior, esta torre é suportada por três altos e apertados arcos de volta perfeita, de perfil harmónico, que parecem dotar o corpo do templo de três naves, o que não corresponde à realidade. Têm correspondência com contrafortes laterais, facto que sublinha a robustez do plano. É possível que o espaço formado pela torre, verdadeiro narthex, fosse inicialmente sobradado, o que diferenciaria funcionalmente os compartimentos inferior e superior, mas nada se pode adiantar.
As restantes parcelas do monumento obedecem a uma concepção volumétrica mais comum no nosso românico, com nave única relativamente estreita e capela-mor quadrangular, mais baixa que o corpo e acessível por arco triunfal apontado. Aqui existe uma inscrição de 1217, ano que poderá corresponder à conclusão das obras.
Na viragem para o século XVI, o interior do monumento foi enriquecido com séries de pintura mural, de que se conservam importantes vestígios a ladear o arco triunfal, concretamente a representação de São Martinho, com os seus atributos e a mão direita abençoando. Novas obras tiveram lugar nos séculos XVII e XVIII, em particular a feitura do retábulo-mor, de talha dourada com segmentação interna em colunas torsas.
No século XX, a igreja foi um dos muitos monumentos restaurados pela DGEMN. O essencial dos trabalhos ocorreu na década de 40 (com novas empreitadas nas de 60 e 70) e pautou-se pela reconstrução de inúmeros elementos, como cachorros, silhares, tectos e estruturas de acesso à torre, adulterações que correspondem, hoje, à imagem que temos do monumento: uma igreja dos séculos XII-XIII, remodelada no XX.
PAF

Imagens