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Igreja de São Domingos (claustro) - detalhe

Designação

Designação

Igreja de São Domingos (claustro)

Outras Designações / Pesquisas

Convento de São Domingos de Guimarães / Igreja Paroquial de São Paio / Museu Martins Sarmento (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Guimarães / Oliveira do Castelo, São Paio e São Sebastião

Endereço / Local

Rua Paio Galvão
Guimarães

Rua D. João I
Guimarães

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

Portaria de 16-08-1960, publicada no DG, II Série, n.º 195, de 22-08-1960 (com ZNA)

Zona "non aedificandi"

Portaria de 16-08-1960, publicada no DG, II Série, n.º 195, de 22-08-1960

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O claustro do convento de São Domingos de Guimarães espelha bem a qualidade e o grau de evolução a que a campanha quatrocentista desta casa mendicante chegou. Artisticamente inserido no ciclo de construções patrocinadas pela Dinastia de Avis - ou a ela relacionadas - este claustro é o principal indicador de como uma parcela importante dos melhores artistas da época, que trabalhavam no centro-Sul do país, se deslocaram ao Norte do reino e aí deixaram a sua marca.
Ao contrário da igreja, cujas massas pétreas, grossos suportes e escassa iluminação apontam para uma corrente tradicionalista da arquitectura gótica nacional, conotada com o modelo mendicante inaugurado no século XIII, o claustro detém um refinamento artístico e estético que se relaciona, muito mais de perto, com o que então se fazia nos principais centros simbólicos do Portugal de Avis. A opção por "arcarias largas assentes sobre pares de colunas" foi já entendida como uma característica de actualidade em relação a obras tão marcantes quanto a da fase joanina do Castelo de Leiria (DIAS, 1994, p.133). Paralelamente, outros elementos reforçam este estatuto de obra maior do Gótico nortenho: o cuidado na marcação das aduelas e respectivas molduras dos arcos; o perfil delgado das colunas; a tentativa de naturalismo da escultura dos capitéis, contrariando a tendência esquematizante do granito.
Parcialmente adulterado por reformas posteriores, especialmente ao nível do segundo piso - cujo fecho da quadra se apresenta como uma das principais obstruções a uma mais rigorosa avaliação visual do claustro - este espaço é o verdadeiro ponto de referência qualitativo de toda a campanha quatrocentista do convento de São Domingos. No final do século XIX aqui se instalou uma parte do núcleo expositivo da Sociedade Martins Sarmento, actual detentora da exploração da Citânia de Briteiros, a sensivelmente 15 Km da cidade, e uma das mais importantes instituições nacionais ao nível da defesa de património.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

As mais belas igrejas de Portugal, vol. I

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

GIL, Júlio

Título

História da Arte em Portugal - o Gótico

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de, BARROCA, Mário Jorge

Título

A arquitectura gótica portuguesa

Local

Lisboa

Data

1994

Autor(es)

DIAS, Pedro