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Igreja de Santa Eulália do Mosteiro de Arnoso - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Santa Eulália do Mosteiro de Arnoso

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de São Salvador (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Vila Nova de Famalicão / Arnoso (Santa Maria e Santa Eulália) e Sezures

Endereço / Local

Lugar do Mosteiro
Arnoso

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 28 536, DG, I Série, n.º 66, de 22-3-1938 (ver Decreto)

ZEP

Portaria de 6-04-1971, publicada no DG, II Série, n.º 89, de 16-04-1971 (com ZNA)

Zona "non aedificandi"

Portaria de 6-04-1971, publicada no DG, II Série, n.º 89, de 16-04-1971

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Dotado de recursos cinegéticos essenciais à sobrevivência e fixação de comunidades humanas, que o procuraram desde os tempos mais remotos, o território correspondente, na actualidade, ao concelho de Vila Nova de Famalicão encerra variados testemunhos arqueológicos de um passado longínquo, ao mesmo tempo que diversificado e único. Uma particularidade que não se desvaneceria dos seus horizontes históricos, antes fortalecendo-se à medida que se aproximavam os tempos medievos, fundando-se, em 642 (ou em 674, na opinião de outros autores), e por iniciativa de S. Frutuoso, Bispo de Dume e de Braga durante a época visigótica, um convento em Santa Eulália de Arnoso, parcialmente destruído pelos mouros, em 1067 e reconstruído por iniciativa de D. Garcia I (1042-1090), Rei da Galiza, ainda que seja de 1156 a data inscrita no tímpano do portal Sul. Entretanto, o mosteiro foi agremiado em 1495 ao convento beneditino de Pombeiro, por ordem de D. Jorge da Costa, arcebispo de Braga entre 1486 e 1501 (Igreja de Santa Eulália do Mosteiro de Arnoso, 1958, p. 8), antes de os frades Jerónimos de Belém tomarem dele posse já em seiscentos.
Mas apesar de ser geralmente atribuída à iniciativa de S. Frutuoso, a construção do templo remontará, ao que indicam alguns estudos, ao século XII, filiando-se, por conseguinte, no movimento estilístico românico.
Erguida de forma destacada num pequeno adro delimitado por muros graníticos e envolvendo sepulturas medievais talhadas no mesmo material, a igreja, de planta longitudinal formada por nave com arcos cegos adossados ás paredes laterais e capela-mor de dois tramos e coberta por abóbada cilíndrica, exibe fachada principal com portal de tímpano vazado em cruz com arquivoltas de arco redondo e capitéis. Elementos arquitectónicos estes que foram profusamente decorados com elementos geométricos, entrelaçados e zoomórficos (com predomínio de quadrúpedes e aves), os mesmos que reencontramos nos portais laterais, especialmente no virado a Sul, onde, a par de lisos, surgem modilhões com motivos antropomórficos, assim como zoomórficos e geométricos, de igual modo presentes nos capitéis que sustentam a falsa arcaria do interior do templo. E é deste mesmo interior que se destaca a presença de pinturas a fresco quinhentistas com episódios da vida de N. Senhora localizadas nos flancos do arco triunfal ("Santa Eulália de Arnoso", 1976, p. 494).
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Igreja de Sta. Eulália do Mosteiro de Arnoso

Local

Lisboa

Data

1958

Autor(es)

-

Título

Santa Eulália de Arnoso, Tesouros Artísticos de Portugal

Local

Lisboa

Data

1976

Autor(es)

ALMEIDA, José António Ferreira de