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Muralhas e fossos da cidade de Évora - detalhe

Designação

Designação

Muralhas e fossos da cidade de Évora

Outras Designações / Pesquisas

Muralhas e fossos da cidade de Évora [não classificados anteriormente] / Muralhas e Fortificações de Évora / Sistema Fortificado de Évora (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Muralha

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Évora / Évora / Évora (São Mamede, Sé, São Pedro e Santo Antão)

Endereço / Local

-- Muralhas de Évora (ao longo de todo o percurso)
Évora

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 11 773, DG, I Série, n.º 135, de 25-06-1926 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

Abrangido por conjunto inscrito na Lista do Património Mundial da UNESCO, que, ao abrigo do n.º 7 do art.º 15.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro, se encontra classificado como MN

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A revolução militar proporcionada pela descoberta da pólvora obrigou à redefinição das estruturas defensivas herdadas da Idade Média. Das muitas cidades e vilas portuguesas que durante o século XVI foram objecto de obras, a cidade de Évora viu o seu espaço extra-muros substancialmente transformado, adquirindo uma fisionomia marcadamente militar, de acordo com as novas exigências derivadas do uso sistemático de armas de fogo.
Em 1518 D. Manuel I deu início à construção do Castelo Novo, segundo um projecto de Diogo de Arruda. Concluído sete anos mais tarde, este castelo instituiu-se como verdadeira cidadela militar, facto que não impediu, no entanto, as sucessivas transformações e actualizações ao longo dos séculos XVI, XVII e XVIII.
Mas a verdadeira mutação da fisionomia militar de Évora surgiu nos meados do século XVII, altura em que D. João IV encarregou Carlos Lassart, engenheiro-mor do reino, para examinar o estado da fortaleza. Produto da Restauração, as dificuldades económicas por que o reino passou nesses anos, levou a que o ínicio das obras demorasse algum tempo. Assim, foi apenas na década de 60 que se reuniram as condições para empreender a obra, sendo o projecto, ao que tudo indica, atribuível a Luís Serrão Pimentel.
Como sistema defensivo moderno, o plano desenvolveu-se com doi sobjectivos fundamentais: por um lado, reforçar a antiga cinta medieval, com junção de alguns fossos e baluartes menores; por outro, proceder a uma defesa activa da cidade, com uma rede de fortes mais distantes mas suficientemente perto uns dos outros e em contacto com o burgo. Deste duplo objectivo resultou a construção dos baluartes de Nossa Senhora de Machede (o primeiro a ser construído), dos Apóstolos ou o do Príncipe, e os fortes de Santo António e dos Penedos.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Muralhas de Évora, Actas das Jornadas Inter e Pluridisciplinares, Lisboa, Universidade Aberta, 1993/94

Local

-

Data

-

Autor(es)

BALESTEROS, Carmen, MIRA, Élia

Título

O recinto amuralhado de Évora

Local

-

Data

1996

Autor(es)

LIMA, Miguel Pedroso de

Título

Inventário Artístico de Portugal, vol. VII (Concelho de Évora - volume I)

Local

Lisboa

Data

1966

Autor(es)

ESPANCA, Túlio

Título

As muralhas de Évora: Aspectos Problemáticos do Sistema Defensivo, A Cidade de Évora: Boletim de Cultura da Câmara Municipal (2ª Série), nº 2, 1996, pp. 67 - 84

Local

Évora

Data

1996

Autor(es)

BALESTEROS, Carmen, MARQUES, Élia, OLIVEIRA, Jorge