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Ruínas do Teatro Romano - detalhe

Designação

Designação

Ruínas do Teatro Romano

Outras Designações

Museu do Teatro Romano

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Teatro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Santa Maria Maior

Endereço / Local

Pátio do Aljube
Lisboa

Número de Polícia: 5

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 47 984, DG, I Série, n.º 233, de 6-10-1967 (ver Decreto)
Despacho de homologação de 1-09-1967
Parecer den21-07-1967 da 1.ª Sub-Secção da 2.ª Secção da JNE a propor a classificação como IIP
Proposta de 8-06-1967 da CM de Lisboa para a classificação como VC

ZEP

Despacho de 18-10-2011 do diretor do IGESPAR, I.P. a concordar com o parecer e a devolver o processo à DRC de Lisboa e Vale do Tejo para apresentar propostas de ZEP individuais, ou conjuntas nos casos em que tal se justifique
Parecer de 10-10-2011 da SPA do Conselho Nacional de Cultura a propor o arquivamento
Proposta de 22-08-2006 da DR de Lisboa para a ZEP conjunta do Castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa, Baixa Pombalina e imóveis classificados na sua área envolvente
Portaria de 28-02-1969, publicada no DG, II Série, n.º 71, de 25-03-1969 (com restrição)

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Possivelmente construída no tempo de Augusto, durante o séc. I d. C., e reconstruída na época de Nero (segundo inscrição descrita por autores do séc. XVIII), esta edificação romana foi descoberta por volta de 1798, quando se procedia à abertura dos caboucos para construção de edifícios no âmbito do projecto geral de reurbanização pombalina pós-terramoto de 1755.
Tomando conhecimento do achado, o arquitecto Francisco Xavier Fabri procedeu às primeiras escavações no local, ao mesmo tempo que efectuou um minucioso levantamento gráfico do estado do imóvel. Estes desenhos revestem-se actualmente de grande importância, porquanto nos apresentam, por exemplo, o muro do proscaenium ainda quase intacto, e que seria originalmente composto de dez exedrae rectangulares e três semicirculares de diferentes larguras, e que, no conjunto, encontravam-se distribuídas simetricamente a partir de uma semicircular localizada no centro da orchestra. As penúltimas destas exedrae poussíam também escadas de acesso ao pulpitum, que, por sua vez, compunha-se de cinco degraus.
Infelizmente, pouco depois dos estudos de Fabri, parte significativa das ruínas do Teatro foi destruída, ou simplesmente reaproveitada para outras edificações, designadamente de algumas erguidas sobre as próprias ruínas.
Em 1967, seria a vez de Fernando de Almeida efectuar uma sondagem, que lhe permitiu localizar com precisão as ruínas, tendo Irisalva Moita procedido à escavação de uma área que englobava, desde parte do hyposcaenium, até aos primeiros degraus da imacavea. Na verdade, este conjunto de escavações permitiu aos estudiosos percepcionarem estruturalmente o imóvel, verificando-se que a orchestra, de planta semicircular, ainda conservava vestígios do antigo pavimento em mosaico, executado com pequenas placas líticas rectangulares e quadradas de várias cores e tonalidades.
Conservou-se toda a infra-estrutura do palco, observando-se o pavimento, a opus signinum do seu hyposcaenium, assim como os pilares paralelipipédicos sobre os quais assentavam as traves de madeira que suportavam o pulpitum. As colunas, fustes e capitéis pertenceriam à ordem jónica.
Em 1989, e após um interregno de mais de duas décadas, seria a vez da Câmara Municipal de Lisboa instituir o Gabinete Técnico do Teatro Romano. Em consequência dos trabalhos realizados desde então, foi possível determinar a superfície de ocupação do Teatro, de cerca de 34,60 m, ao mesmo tempo que verificar que apenas a zona mais baixa se encontrava em melhores condições de conservação por ter sido escavada nos próprios afloramentos constituivos da colina e aproveitando o declive natural da mesma. Entretanto, as escavações sofreram uma interrupção em 1990, concebendo-se todo um projecto de valorização do espaço, promovido pelo Departamento de Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, que culminou com a inauguração, em Novembro de 2001, da tão esperada musealização. [AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

"Os Capitéis Romanos do Teatro de Olisipo, Miscellanea em Homenagem ao Professor Bairrão Oleiro"

Local

Lisboa

Data

1996

Autor(es)

RIBEIRO, Maria Antonieta Brandão S.