Saltar para o conteúdo principal da página

Calçada de Alpajares, também chamada dos Mouros ou do Diabo - detalhe

Designação

Designação

Calçada de Alpajares, também chamada dos Mouros ou do Diabo

Outras Designações / Pesquisas

Calçada dos Mouros / Calçada do Diabo / Lugar de Alpajares, desde a ribeira do Mosteiro até ao Castro de São Paulo / Calçada de Alpajares / Calçada dos Mouros / Calçada do Diabo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Calçada

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Bragança / Freixo de Espada à Cinta / Poiares

Endereço / Local

- desde a ribeira do Mosteiro até ao Castro de São Paulo
Alpajares

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)

ZEP

Portaria n.º 740-CM/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (com restrição) (ZEP das Pinturas Rupestres da Frágua do Gato e da Calçada de Alapares) (ver Portaria)
Anúncio n.º 13482/2012, DR, 2.ª série, n.º 188, de 27-09-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 9-05-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 30-03-2012 da DRC do Norte
Proposta de 29-03-2011 da DRC do Norte

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Classificada em 1977 como "Imóvel de Interesse Público", a "Calçada de Alpajares", ou "Calçada dos Mouros", como será mais conhecida localmente, integrava a via romana de carácter secundário que atravessava o rio Douro (nas imediações da localidade de Barca de Alva) e a ribeira do Mosteiro, até chegar ao planalto mirandês. Actualmente, remanescem apenas alguns dos seus troços originais, visíveis perto da convergência das ribeiras da Brita e do Mosteiro, a partir da qual se prolonga pela encosta de Alpajares de forma ziguezagueante, até chegar ao muralhado do povoado de São Paulo, edificado na Idade do Ferro no cimo de um espigão sobranceiro àquelas mesmas ribeiras, com testemunhos ocupacionais dos períodos romano e medieval. E terá sido, na verdade, a excelente implantação estratégica deste Castro que subjazeu à sua eleição por parte do poder romano, que assim fez confluir para a sua fortificação a calçada, tão necessária a uma célere movimentação dos seus diversos elementos constituintes.
Estruturada ao longo de cerca de oitocentos metros em lajes afeiçoadas em xisto e seixos de pequena dimensão, a calçada possui degraus intercalados com certa regularidade, entre três a quatro metros, apresentando-se, ainda, reforçada com uma parede lateral na zona em que o declive da encosta se revela mais acentuado, designadamente nas curvas do traçado da via, que, tal como sucedeu com o Castro (vide supra), acabaria por ser reutilizado ao longo dos tempos, a atestar, no fundo, a pertinência da sua localização e a relativa abundância de recursos naturais imprescindíveis à normal subsistência das comunidades humanas de modo, mais ou menos, ininterrupto.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Freixo de Espada à Cinta e as suas Antiguidades, Amigos de Bragança, 3ª série, nº8, pp.49-73

Local

Bragança

Data

1967

Autor(es)

PAULO, Amílcar

Título

Povoamento Romano de Trás-os-Montes Oriental, 6 vols., Dissertação de Doutoramento apresentada à Universidade do Minho

Local

Braga

Data

1993

Autor(es)

LEMOS, Francisco Sande

Título

O Castelo dos Mouros, Castro do Monte de S. Paulo e a sua Calçada de Alpajares( Freixo de Espada-a-Cinta)

Local

-

Data

-

Autor(es)

-