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Ruínas romanas situadas na freguesia de São Salvador de Aramenha, incluindo a parte da via romana e a ponte denominada Ponte Velha que se encontra junto às mesmas - detalhe

Designação

Designação

Ruínas romanas situadas na freguesia de São Salvador de Aramenha, incluindo a parte da via romana e a ponte denominada Ponte Velha que se encontra junto às mesmas

Outras Designações / Pesquisas

Museu Monográfico da Cidade Romana de Ammaia / Cidade romana de Ammaia (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Conjunto

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Marvão / São Salvador da Aramenha

Endereço / Local

Estrada da Calçadinha
Lugar da Portagem

Número de Polícia: 4

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 37 450, DG, I Série, n.º 129, de 16-06-1949 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Se o actual concelho de Marvão se destaca pela abundância de tipologias megalíticas (COELHO, P. M. L., 1988, pp. 39-45), não é menos verdade que a época romana trouxe à região uma outra notabilidade, certamente decorrente dos recursos cinegéticos existentes, nomeadamente no que a terrenos agricultáveis dizia respeito, razões mais do que suficientes para que se erguessem, tanto no termo de Marvão, como nos actuais concelhos limítrofes, algumas das uillas mais significativas em termos de informação arqueológica.
Constituindo uma das civitates existentes no actual Alentejo, englobando S. Salvador de Aramenha e, precisamente, Marvão (ALARCÃO, J. M. N. L. de, 1990, p. 364), a antiga cidade de Ammaia perfazia uma das traves mestras da afirmação do Império romano, que contemplava a implementação de uma política administrativa assente em dois vectores vitais para a sua perduração no tempo: na definição de unidades político-administrativas e no traçado de vias que assegurassem uma ligação permanente e célere entre os principais centros.
Depois de ter sido referido por diversos autores, desde Gaius Plinius Secundus (23-79 d. C), mais conhecido como Plínio, o Velho, na sua obra de referência Naturalis Historia, a cidade foi identificada, em definitivo, pelo director do "Museu de Etnologia Português", José Leite de Vasconcellos (1858-1941), decorria, então, o ano de 1935 (Cf. OLIVEIRA, J., CUNHA, S. S. S. S., 1999). Um reconhecimento emergido após um longo período durante o qual predominou a teoria da sua localização sob o actual centro histórico de Portalegre, assente na leitura de uma inscrição existente numa parede da ermida do Espírito Santo, daquela cidade, mas que, à semelhança de outros trechos arquitectónicos, e seguindo, no fundo, uma tradição que se perde no tempo, fora transportada das ruínas da antiga urbe romana, de modo a ser reutilizada num novo espaço revestido de outro significado.
Considerados durante muito tempo como pertencendo a uma cidade romana denominada Medobriga -, acompanhando uma tradição iniciada pelo humanista André de Resende (c. 1500-1573) -, os vestígios de Ammaia, fundada pelos romanos e ocupada, já no século IX, pelo muladi Ibn Maruán (Id., Idem, p. 106), distribuem-se ao longo das margens do rio Sever, em terrenos particularmente férteis, ocupando uma área superior a vinte hectares.
Entretanto, as escavações arqueológicas iniciadas já em 1994 colocaram a descoberto um número e uma qualidade de estruturas que permitem afirmar estarmos, até ao momento, em presença do testemunho mais importante da presença romana em todo o Alto Alentejo.
De entre as construções exumadas constam as correspondentes ao antigo forum (praça pública) de dimensões consideráveis e pavimentado com lajes graníticas, onde se erguia o podium de um templo, a par de vestígios dos antigos banhos públicos e de um teatro. Não foram, contudo, ainda encontrados "Os mosaicos, aquedutos e calçadas que os autores dos séculos XVI, XVII e XVIII referem [...]." (Id., Idem, p. 109).
Da abundante estatuária existente na cidade subsiste apenas um exemplar, recolhendo-se, não obstante, vários testemunhos epigráficos, hoje expostos no Museu Municipal de Marvão, enquanto os artefactos encontrados por António Maçãs, "[...] residente em Portalegre, proprietário agrícola e pequeno industrial no concelho de Marvão [...]." (Id., Idem, p. 106) foram conduzidos para o actual Museu Nacional de Arqueologia.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

O Reordenamento Territorial, Nova História de Portugal: Portugal das origens à romanização

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

ALARCÃO, Jorge Manuel N. L.

Título

Portugal Romano

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

ALARCÃO, Jorge Manuel N. L.

Título

Roman Portugal

Local

Warminster

Data

1988

Autor(es)

ALARCÃO, Jorge Manuel N. L.

Título

Marvão. Elucidário breve de uma visita a esta vila

Local

Lisboa

Data

1946

Autor(es)

COELHO, Possidónio Mateus Laranjo

Título

Terras de Odiana. Medobriga, Ammaia, Aramenha, Marvão, 2.ª ed.

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

COELHO, Possidónio Mateus Laranjo

Título

A cidade romana de Ammaia na correspondência entre António Maçãs e Leite de Vasconcelos, O Arqueólogo Português

Local

Lisboa

Data

1999

Autor(es)

OLIVEIRA, Jorge, CUNHA, Susana S. S. S.