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Património Cultural

Fortim da Areosa - detalhe

Designação

Designação

Fortim da Areosa

Outras Designações / Pesquisas

Forte Velho / Fortim da Vinha / Fortim do Rego de Fontes (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Forte

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Viana do Castelo / Areosa

Endereço / Local

Lugar do Rego de Fontes
Areosa

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 251/70, DG, I Série, n.º 129, de 3-06-1970 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Implantado numa enseada localizada no extremo da Praia Norte, na freguesia da Areosa, em Viana do Castelo, o Fortim da Areosa corresponde a uma fortificação de planta estrelada de pequenas dimensões. A estrutura é composta por quatro ângulos, ou redentes. Na face virada a terra, os redentes são ligados por cortina de alvenaria de pedra, em ângulo invertido, onde foi rasgada a porta de acesso, de arco de volta perfeita. Na face virada ao mar os redentes flanqueiam a bateria, em forma de meia-lua, com plataforma a barbete. No espaço interior encontram-se vestígios de edificações e da rampa de acesso à bateria.
Atualmente, e apesar de ter sofrido danos na estrutura, o fortim integra um dos percursos ambientais dos arredores da cidade de Viana do Castelo.
História
O Fortim da Areosa foi erigido na última década do século XVII, por ordem do monarca D. Pedro II, para reforçar o sistema defensivo então existente na zona costeira do Alto Minho. Este pequeno reduto militar tinha como objetivo reforçar a defesa da barra do rio Lima e do porto de Viana da Foz do Lima, cruzando fogo com a Fortaleza de Santiago, localizada poucos quilómetros a sudeste. A edificação terá sido levantada entre os últimos anos de Seiscentos e 1701, data apontada por Figueiredo da Guerra para a sua conclusão (GUERRA: 1926, p. 689).
Esta estrutura defensiva integra-se num conjunto de fortificações construídas entre as zonas de Vila Praia de Âncora e Esposende, numa época posterior à Guerra da Restauração, cujas semelhanças planimétricas e o facto de terem sido erigidas no mesmo período permitem considerar que na última década de Seiscentos foi elaborado um plano construtivo de novas estruturas militares para reforçar a linha de defesa da fronteira noroeste do Reino. Na zona entre os rios Minho e Lima foram erigidos os fortes do Cão e da Lagarteira, e os fortins da Areosa e de Montedor, que viriam assim reforçar o poder de fogo das fortalezas já existentes no litoral minhoto, então considerado insuficiente.
Este fortim, também conhecido localmente como Forte da Vinha ou Castelo Velho, apresenta flagrantes semelhanças com o Forte do Cão, em Caminha, sendo possível que, à semelhança deste, integrasse baluartes nos vértices.
Depois da sua desativação militar, o Fortim da Areosa foi votado ao abandono. Foi classificado como de interesse público em 1970, poucoas anos depois da classificação do conjunto de fortes acima citados. A estrutura recebeu obras de consolidação e restauro em 1972, 1973 e 1978, realizadas pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. No ano de 1983 a afetação só espaço foi transferida para a alçada da Comissão Regional de Turismo do Alto Minho. Cerca do ano 2000, foi elaborado o projeto do Centro de Interpretação e Apoio a Percursos Ambientais, da autoria do arquiteto Luís Teles, para ser instalado nas imediações do fortim.
Catarina Oliveira
DGPC, 2020

Imagens

Bibliografia

Título

Teoria y proyeto sobre las fortificaciones militares al nuerte del Duero

Local

Vila Nova de Gaia

Data

1987

Autor(es)

FERNANDEZ NUNEZ, Estanislao

Título

Castelos do Distrito de Viana

Local

Coimbra

Data

1926

Autor(es)

GUERRA, Luís Figueiredo da

Título

Guia de Inventário - Fortificações medievais e modernas

Local

-

Data

2015

Autor(es)

NOÉ, Paula