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Cromeleque dos Almendres - detalhe

Designação

Designação

Cromeleque dos Almendres

Outras Designações

-

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Conjunto

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Évora / Évora / Nossa Senhora da Tourega e Nossa Senhora de Guadalupe

Endereço / Local

Herdade dos Almendres
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 4/2015, DR, 1.ª série, n.º 44, de 4-03-2015 (toda a área é considerada ZNA) (reclassificou o Cromeleque dos Almendres como MN, referindo no preâmbulo que se mantém a classificação do Menir dos Almendres como IIP) (ver Decreto)
Classificação aprovado no Conselho de Ministros de 29-01-2015
Anúncio n.º 13447/2012, DR, 2.ª série, n.º 184, de 21-09-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 9-05-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 15-03-2012 da DRC do Alentejo para a reclassificação do Cromeleque dos Almendres como MN (mantendo-se o menir como IIP)
Decreto n.º 735/74, DG, I Série, n.º 297, de 21-12-1974 (classificou o "Cromeleque e menir, na Herdade dos Almendres, como IIP) (ver Decreto)
Despacho de homologação de 21-08-1970

ZEP

Despacho de 28-11-2014 do diretor-geral da DGPC, sobre parecer dos serviços, a determinar que a proposta de ZEP seja revista após a publicação da classificação
Anúncio n.º 13447/2012, DR, 2.ª série, n.º 184, de 21-09-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 9-05-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 15-03-2012 da DRC do Alentejo para a fixação da ZEP do Cromeleque dos Almendres

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Este sítio arqueológico é composto por diversas estruturas megalíticas: cromeleque, menir e pedras, pertencendo a primeira ao denominado "universo megalítico eborense", com nítidos paralelos noutros cromeleques, como no caso da Portela de Mogos, em Montemor o Novo.
O menir encontra-se implantado no topo da encosta a c. de 1,3 Km da NE. do Cromeleque. De granito porfiróide, com c. de 3,50 m de altura, a partir da superfície do solo, e de secção elíptica de 1,20 x 0,80 m, foi reerguido pelo seu proprietário, embora se suponha que a sua localização original não deveria encontrar-se muito longe da actual.
O cromeleque foi descoberto pelo investigador Henrique Leonor Pina, em 1964, quando se procedia ao levantamento da Carta Geológica de Portugal. Abrangendo uma larga faixa cronológica, desde o Neolítico Médio até à Idade do Ferro - i.e., desde finais do 6.º até inícios do 3.º milénio a. C. -, este sítio apresenta, entre outros elementos, um cromeleque de planta circular irregular, composto por c. de 95 monólitos graníticos colocados em pequenos agrupamentos numa área de, aproximadamente, 70 x 40 m, com uma orientação NW-SE.
Em relação aos monólitos propriamente ditos, eles possuem, no seu conjunto, forma almendrada, alguns de consideráveis dimensões, com c. de 2,5 m de altura, apesar da preponderância dos de pequenas dimensões. Quanto à sua decoração, constata-se a presença nalguns destes monólitos das denominadas "covinhas" ou linhas sinuosas e radiais. Alguns deles, quer pela profusão da gramática decorativa, como pelo seu posicionamento estratégico no seio de todo o conjunto, parecem assumir o papel de autênticos "menires-estelas". Na verdade, o "menir 48" exibe uma representação antropomórfica esquematizada, rodeada por círculos e associada a representações de báculos. Para além deste, o "menir 57" apresenta 13 figurações de báculos, executadas em relevo e à escala natural.
No que toca ao espólio móvel encontrado durante as diferentes campanhas de escavação, foram recolhidos fragmentos cerâmicos e um machado de pedra polida.
Dever-se-à ainda sublinhar que a maior parte destes 95 monólitos encontrava-se apeada até serem recolocados pela equipa coordenada pelo investigador Mário Varela Gomes, que teve o especial cuidado de identificar a sua primitiva localização.
Entretanto, esta mesma equipa tem tentado encontrar o povoamento que lhe estaria associado, identificando um pequeno povoado calcolítico nas suas imediações, cuja investigação se torna imprescindível para uma melhor e mais completa compreensão do mundo que os concebeu e as gentes que os construíram e re-utilizaram ao longo dos séculos. Com efeito, este trata-se de um sítio cultual com forte carga mágico-simbólica, que denuncia um exemplo singular de reutilização de um mesmo espaço sacralizado ao longo dos tempos. Reflecte, também por isso, as próprias transformações económicas, sociais e ideológicas ocorridas nesta larguíssima faixa temporal e neste que é considerado, até ao momento, o maior conjunto de menires estruturados da nossa península, e um dos mais relevantes do megalitismo europeu.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

"Roteiro do Megalitismo de Évora"

Local

-

Data

1992

Autor(es)

-

Título

"Do Megalitismo à Idade do Ferro, História da Arte Portuguesa, vol.1, Lisboa, Círculo de Leitores, 1995, pp.51-70"

Local

-

Data

1995

Autor(es)

PEREIRA, Paulo

Título

"Pre-História de Portugal"

Local

-

Data

1985

Autor(es)

SANTOS, Manuel Farinha dos

Título

"Aspects of Megalithic Religion According to the Portuguese Menhirs, III The Valcamonica Symposium"

Local

-

Data

1999

Autor(es)

GOMES, Mário Varela

Título

"Roteiro de Alguns Megálitos da Região de Evora, A Cidade de Évora"

Local

Évora

Data

1975

Autor(es)

GONCALVES, José Pires

Título

"Sobre alguns vestígios de Paleoastronomia no Cromeleque dos Almendres, A Cidade de Évora: Boletim de Cultura da Câmara Municipal (2ª Série), nº 2, 1996, pp. 5 - 24"

Local

Évora

Data

1996

Autor(es)

ALVIM, Pedro

Título

"Sobre o possível significado astronómico do cromeleque dos Almendres, A Cidade de Évora: Boletim de Cultura da Câmara Municipal (2ª Série), nº 4, 2000, pp. 109 - 128"

Local

Évora

Data

2000

Autor(es)

SILVA, Cândido Marciano da