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Convento de Santo António dos Capuchos - detalhe

Designação

Designação

Convento de Santo António dos Capuchos

Outras Designações / Pesquisas

Convento de São Bento e de Nossa Senhora da Glória / Igreja da Ordem Terceira de Monção / Quinta dos Frades(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Convento

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Monção / Monção e Troviscoso

Endereço / Local

-

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) , alterado pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 12-10-2004

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O povoado que viria a constituir Monção ganhou importância estratégica durante o reinado de D. Sancho I, devido ao seu posicionamento na linha fronteiriça do Alto Minho. As primeiras fortificações que aí existiram deverão ter sido edificadas precisamente nesta época (ALMEIDA, 1987, p. 169).
Somente no reinado de Afonso III, durante o período em que este monarca fundou diversas povoações por todo o território nacional e regulamentou as suas implantações urbanísticas, a vila recebeu o seu nome actual, tornando-se couto. A reforma do sistema defensivo que envolvia a povoação foi ordenado por D. Dinis entre 1305 e 1308 (Idem, ibidem).
Nos duzentos anos que se seguiram, a vila cresceria dentro das muralhas, e no início do século XVI os seus arrabaldes ainda não se tinham formado, como se constata através dos desenhos de Duarte d'Armas (VALLA/TEIXEIRA, 1999, p. 155). Na realidade, aquilo que viria a tornar-se a zona extra-muros da vila começou a delinear-se com a edificação de conventos e capelas junto aos caminhos que ligavam a povoação às terras vizinhas (idem, ibidem).
Edificado em meados do século XVI, o Convento de Santo António subverte esta lógica de implantação das comunidades religiosas fora das muralhas de Monção. Este complexo conventual, pertencente aos Frades Menores franciscanos, foi construído num dos extremos da praça de armas da vila, estendendo-se por uma vasta propriedade murada.
Embora a sua estrutura original tenha sido substancialmente modificada, uma vez que depois da extinção das ordens religiosas foi vendido a particulares, o convento conserva, no entanto, a sua traça maneirista.
De planta em U, desenvolvida em torno do claustro, o edifício conventual divide-se em dois pisos. A fachada principal denota alguma irregularidade na disposição de aberturas, portas no piso térreo e janelas no segundo registo, todas com o mesmo modelo de moldura recta sem decoração. Entre os dois pisos foi edificada uma escadaria de dois lanços com alpendre. As restantes fachadas do edifício são também marcadas pela disposição das portas e janelas.
O claustro, de planta quadrangular, é composto por arcada disposta ao longo do piso térreo, à qual corresponde, no piso superior, uma loggia assente sobre colunas dóricas, fechada com vidros. O átrio interior do convento é decorado com painéis de azulejos de padrão, azuis, amarelos e brancos, de manufactura seiscentista. A organização do espaço interior foi muito alterada depois de o edifício ter sido comprado por particulares e adaptado a habitação privada no século XIX.
Catarina Oliveira
GIF/ IPPAR/ 2006

Bibliografia

Título

O urbanismo português: séculos XIII-XVIII. Portugal - Brasil

Local

Lisboa

Data

1999

Autor(es)

TEIXEIRA, Manuel C., VALLA, Margarida

Título

Alto Minho

Local

Lisboa

Data

1987

Autor(es)

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de