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Património Cultural

UNICER - detalhe

Designação

Designação

UNICER

Outras Designações / Pesquisas

UNICER - União Cervejeira, S.A.
CUFP - Companhia União Fabril Portuense

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

Arquitectura Industrial Moderna (1925-1965)

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Matosinhos / Custóias, Leça do Balio e Guifões

Endereço / Local

- Lugar do Mosteiro, Via Norte
Leça do Bailio

Proteção

Situação Actual

Em Estudo - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

-

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

UNICER
Via Norte, Leça do Bailio, Matosinhos
Arqºs Arménio Losa, Joaquim Vasconcelos Sampaio e Luís Manuel Cerveira
1961 - 1964

Definido dentro de uma matriz racional e moderna, o complexo industrial da UNICER - União Cervejeira, E.P. (anterior CUFP - Companhia União Fabril Portuense), instalado na proximidade do Mosteiro de Leça do Balio, não se limitou a confiar o seu carácter aos valores produtivos e funcionais da indústria, retirando da natureza do programa uma infinidade de estímulos susceptíveis de transfiguração plástica.
Tratava-se, antes de mais, de propor uma concepção dinâmica da nova unidade fabril, articulando as necessidades impostas pela cadeia funcional da actividade produtiva - da descarga do milho e malte, até às linhas de enchimento - em função do trajecto de um circuito de visitas, bem como das premissas de visibilidade, funcionalidade, higiene e capacidade de crescimento, desde logo, equacionadas por João Talone, engenheiro e administrador da empresa. Á sua experiência, adquirida na edificação das fábricas em Nova Lisboa e Angola, associou-se a modernidade do arquitecto Arménio Losa que - na continuidade do trabalho desenvolvido para remodelação e ampliação das antigas instalações fabris, situadas na Rua Júlio Dinis no Porto - integrou o corpo técnico do gabinete formado com o propósito exclusivo deste projecto e dirigido pelo engº Guedes Coelho.
Este novo espaço regista, no seu conjunto, uma complexa maleabilidade formal entre as diferentes unidades - fabril, oficinal, administrativa e social -, cuja silhueta geral é definida pelo corpo fechado dos silos de milho e malte, construído em betão, ao qual se anexa significativamente o volume translúcido da sala de fabrico, que exibe a forma e cor das cubas de fermentação em cobre. Este volume é conscientemente integrado na extensa fachada de 400m, disposta paralelamente ao eixo da Via Norte, funcionando como uma ampla vitrine que promove a imagem da empresa e lhe confere visibilidade.
Dá-se, neste equipamento, a circunstância exacta em que a arquitectura pôde acontecer como fenómeno de mediatização, mas, sobretudo, como fenómeno de renovação ao nível dos códigos linguísticos da arquitectura, tendo sido divulgado na publicação que a ODAM (Organização dos Arquitectos Modernos, 1947-1951) editou em 1971, como exemplo qualificado de um programa industrial moderno.

Rute Figueiredo/ Docomomo Ibérico
Junho 2002

Imagens

Bibliografia

Título

Arquitectura do Século XX - Portugal (Catálogo da Exposição)

Local

Frankfurt - Lisboa

Data

1998

Autor(es)

TOSTÕES, Ana Cristina, BECKER, Annette, Wang, Wilfried

Título

Arquitectura Moderna Portuguesa 1920-1970. Um Património a Conhecer e Salvaguardar

Local

Lisboa

Data

2004

Autor(es)

AA.VV.