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Casa da Cardia - detalhe

Designação

Designação

Casa da Cardia

Outras Designações / Pesquisas

Casa da Quinta da Cardia / Casa e Quinta da Cardia / Casa da Cardia (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Quinta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Aveiro / Castelo de Paiva / Fornos

Endereço / Local

- Quinta da Cardia
Fornos

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Em 18-10-2005 foi dado conhecimento do despacho à requerente e à CM de castelo de Paiva, enviando a esta última cópia do processo para a ponderação da classificação como de IM
Despacho de arquivamento de 10-10-2005 do presidente do IPPAR
Proposta de 13-05-2004 da DR do Porto para o arquivamento do procedimento e envio de cópia do processo à CM de Castelo de Paiva para ponderação da classificação como de IM
Requerimento de classificação entregue em 22-03-2004 pela proprietária

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Pertença de uma das mais significativas famílias de Castelo de Paiva, os Souza Lobo, a Quinta da Cardia existe, ao que tudo indica, desde o século XV, época em que a Coroa doou os terrenos que lhe correspondem a esta nobre linhagem como forma de agradecimento por serviços prestados.
O conjunto arquitectónico estrutura-se em torno de um terreiro com quatro mesas de granito, dois tanques de pedra e uma fonte com bica inscrita numa figuração solar e, mais afastada, a cavalariça. Nas traseiras, a casa dos cortes de gado, a casa do caseiro, também com bancos de pedra e, a Poente, os lagares e adegas.
Sobre a casa, e as várias campanhas de obras de que foi objecto, muito fica por esclarecer. A sua estrutura, de grande depuração, desenvolve-se em L com alçados marcados pela abertura vãos de verga recta sem qualquer decoração. Acede-se à entrada principal através de escadaria de dois lanços. No lintel da porta, a inscrição com o ano de 1799 indica uma intervenção no final do século XVIII. Intervenção essa que se estendeu ao interior, onde algumas das salas exibem tectos de masseira e, na casa de jantar, o revestimento em madeira das paredes remonta precisamente a 1900 (cf. Processo de Classificação, IPPAR/DRP).
A divisão funcional dos dois pisos corresponde ao que é habitual, principalmente nas casas ligadas a actividades agrícolas, com o térreo ocupado pelas adegas, lagares e cozinha, e assumindo o denominado andar nobre a função residencial.
Mais do que o valor arquitectónico do imóvel, o que importa preservar na Quinta da Cardia é a memória dos seus proprietários, nobilitados em 1730 na pessoa de Manuel de Souza Lobo, e cuja história se relaciona profundamente com a história da povoação e dos seus habitantes (cf. Processo de Classificação, IPPAR/DRP).
(RC)