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Depósito de Materiais da Companhia Cerâmica das Devesas - detalhe

Designação

Designação

Depósito de Materiais da Companhia Cerâmica das Devesas

Outras Designações / Pesquisas

Depósito de Materiais da Fábrica das Devesas no Porto / Depósito de Materiais da Fábrica das Devesas(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Edifício

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória

Endereço / Local

Rua da Conceição
Porto

Número de Polícia: 59-67

Rua José Falcão
Porto

Número de Polícia: 199

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 960/2014, DR, 2.ª série, n.º 221, de 14-11-2014 (ver Portaria)
Anúncio n.º 97/2014, DR, 2.ª série, n.º 78, de 22-04-2014 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 3-02-2104 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 24-09-2012 da DRC do Norte para a classificação como MIP
Anúncio n.º 13300/2012, DR, 2.ª série, n.º 143, de 25-07-2012 (ver Anúncio)
Despacho de abertura de 22-05-2012 do diretor-geral da DGPC
Proposta de 19-03-2012 da DRC do Norte para a classificação como MIP
Reclamação apresentada em 7-12-2011
Anúncio n.º 15403/2011, DR, 2.ª série, n.º 205, de 25-10-2011 (ver Anúncio)
Despacho de arquivamento de 9-03-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer de 9-02-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a não classificação de âmbito nacional
Procedimento prorrogado até 31-12-2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Proposta de 22-12-2010 da DRC do Norte para a classificação como MIP (separando os processos de Gaia e do Porto)
Despacho de abertura de 14-04-1999 do vice-presidente do IPPAR, incluindo-o na classificação da Fábrica das Devesas em Vila Nova de Gaia
Proposta de abertura de 30-03-1999 da DR do Porto

ZEP

Despacho concordante de 3-02-2014 da diretora-geral da DGPC
Parecer de 3-02-2104 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor que a ZEP seja revista de acordo com o art.º 43.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23-10-2009, definindo as restrições julgadas convenientes
Proposta de 24-09-2012 da DRC do Norte

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Em "Vias de Classificação" desde 1999, o "Depósito de Materiais" integrava o complexo industrial das Devesas, sediado em Vila Nova de Gaia, oficialmente inaugurado em 1865 e rapidamente transformado num dos agregados cerâmicos mais bem sucedidos de toda a Península Ibérica, conquanto extravasasse essa mesma actividade, assumindo-se como arquétipo da concentração empresarial consagrada às denominadas "artes industriais".
Numa primeira fase, a fábrica funcionaria como simples extensão da oficina de cantaria do seu fundador, António Almeida da Costa, ao mesmo tempo que se constituía uma secção de fundição no núcleo situado a Sul e se inaugurava uma dependência na Pampilhosa do Botão, esta última instalada num edifício que muitos consideram arquitectónica e estilisticamente revestido de carácter palaciano.
Com efeito, uma das características mais notáveis deste conjunto fabril residirá, justamente, na constante presença de uma verdadeira simbiose entre o poder da indústria e o génio artístico, que a denominada "Arquitectura do Ferro" e as experiências artísticas de finais do século XIX tão bem exemplificaram. Mas, neste caso particular, a fusão de ambos os exercícios terá sido aprofundada através do próprio trabalho do mestre escultor da fábrica e magnífico executante de pintura sobre azulejo, José Joaquim Teixeira Lopes (1837-1918), que chegou a ministrar aulas de desenho e modelação na escola especialmente criada para o efeito pela própria empresa, numa acção assaz precursora entre nós. Na verdade, a excelência da gestão deste complexo fabril ganhou justa notoriedade, a ponto de justificar a visita das suas modelares instalações por parte de D. Manuel II (1889- 1932), em 1908.
Durante este longo processo, assistiu-se à construção, já em 1899, do edifício em epígrafe, com risco neo-árabe, cujos elementos decorativos patentes na fachada principal têm sido atribuídos a J. J. Teixeira Lopes (
vide supra), muito ao gosto da época, especialmente emergido nas denominadas "zonas novas" da cidade, e perfeitamente enquadrado na corrente revivalista então registada na Arquitectura, tendo, no entanto, no "Salão Árabe do Palácio da Bolsa" um dos expoentes da sua expressão no Porto.
Concebido para depósito e exposição dos produtos na cidade do Porto, os próprios alçados exteriores funcionariam como autêntico mostruário das peças produzidas na fábrica, à semelhança do que sucedia, ademais, com o bairro operário da fábrica, cujas habitações foram exteriormente revestidas com diferentes painéis azulejares, como se de arranjos cenográficos se tratassem.
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