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Cais da Estação Ferroviária de Peso da Régua - detalhe

Designação

Designação

Cais da Estação Ferroviária de Peso da Régua

Outras Designações / Pesquisas

Estação Ferroviária de Pêso da Régua (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Estação Ferroviária

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Vila Real / Peso da Régua / Peso da Régua e Godim

Endereço / Local

Avenida da Estação
Peso da Régua

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (Homologado como IIP -...

Cronologia

Despacho de homologação de 2-09-2009 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 11-07-2007 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 9-05-2007 da DRPorto para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 16-03-2004

ZEP

Despacho de homologação de 2-09-2009 do Ministro da Cultura (em vigor após publicação no DR)
Parecer favorável de 11-07-2007 do Conselhor Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 9-05-2007 da DRPorto

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Numa altura em que o desenvolvimento económico do país passara a depender também do modo como as mais recônditas localidades se integravam na rede de ligações que se ia tecendo ao longo do território, o caminho de ferro, tal como nos demais país europeus da época, assumiu um papel absolutamente preponderante. Foi neste enquadramento que se procedeu à construção da estação de caminho de ferro e do armazém de Peso da Régua no último quartel do século dezanove. Oficialmente inaugurada com a chegada do primeiro comboio, a 14 Julho de 1879, a estação ocupou rapidamente um lugar central no quotidiano das populações desta região através da ligação que estabelecia entre as províncias de Trás-os-Montes e da Beira Alta., contribuindo sobremodo para o acréscimo da circulação, não apenas de pessoas, como dos produtos cultivados nos seu terrenos, com especial destaque para os vinícolas.
Edificada numa zona ribeirinha do centro vinícola do Baixo Corgo, na confluência do Douro, numa área ainda escassamente povoada no final de oitocentos, a "Estação Ferroviária de Peso da Régua" apresenta diversas estruturas que a integram na totalidade. Assim, e à semelhança do que sucede noutras construções congéneres, é no primeiro dos dois pisos do corpo central deste edifício principal que funcionam as bilheteiras, as salas de espera e o gabinete do chefe da estação, bem como um pequeno café instalado num dos espaços interiores entretanto adaptado para o efeito já no século XX. Para além de um amplo alpendre apoiado em travejamento de madeira no alçado voltado para a gare, o exterior deste edifício revela uma base granítica encimada por um friso de azulejos policromos, arestas definidas em pilastras e o registo superior delimitado por cornija. No conjunto, estes elementos parecem evocar uma estética de feição neoclássica ainda dominante à época da sua construção, tal como, na generalidade, sucede nos alçados exteriores das instalações sanitárias localizadas num segundo edifício, bem como numa terceira edificação de planta rectangular erguida a Oeste, utilizada como alojamento de funcionários da estação e funcionamento dos diversos serviços administrativos aí existentes.
Apesar da importância de todo o complexo arquitectónico, uma das suas mais relevantes particularidades formais residirá na configuração do cais. Com efeito, e contrariamente ao que poderá ser observado na maioria dos exemplares pertencentes a esta tipologia patrimonial, o cais apresenta-se em forma de curvatura. Tal como, aliás, o próprio armazém, com cento e noventa e quatro metros de comprimento por seis metros e meio de largura, concebido em madeira num único volume alicerçado numa base com menos de um metro de altura, e cujas fachadas exibem um ritmado ripado que as cobre até uma altura de, aproximadamente, três metros. Projectado como nó vital de circulação, por excelência, dos bens produzidos e comercializados nesta vasta faixa do território português, o armazém foi estruturalmente adaptado a esta finalidade, razão pela qual o alçado Norte confina directamente com uma das linhas de caminho de ferro, para a qual se abrem vinte e duas portas (bem como para a rua), a fim de facilitar um carregamento mais célere e directo dos produtos transportados nas composições ferroviárias e nos veículos que os faziam chegar até ao armazém pelo caminho que o delimita do lado exterior.
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Imagens

Bibliografia

Título

Monografia das Estações e Esboço Corográfico da zona atravessada pelos caminhos de ferro do Minho e Douro

Local

Lisboa

Data

1926

Autor(es)

-

Título

Guia do viajante nos Caminhos de Ferro ao Norte do Douro

Local

Porto

Data

1879

Autor(es)

NUNES, Júlio Cesar d'Abreu