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Igreja, antigo Convento da Cruz e Cerca - detalhe

Designação

Designação

Igreja, antigo Convento da Cruz e Cerca

Outras Designações / Pesquisas

Casa da Cruz de Fareja / Convento da Cruz (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Fafe / Cepães e Fareja

Endereço / Local

Quinta do Hospital
-

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Anúncio n.º 2391/2012, DR, 2.ª série, n.º 25, de 3-02-2012 (ver Anúncio)
Despacho de arquivamento de 26-10-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer de 26-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor o arquivamento, por não ter interesse nacional
Proposta de 1-07-2011 da DRC do Norte para a classificação como CIP
Procedimento prorrogado até 31-12-2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30 de Dezembro (ver Despacho)
Despacho de abertura de 29-10-2004 do presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 19-10-2004 da DR do Porto
Proposta de classificação de 25-03-2002 da proprietária

ZEP

Sem efeito, por força do despacho de arquivamento do procedimento de classificação, de 26-10-2011
Proposta de 1-07-2011 da DRC do Norte

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

"O imóvel situa-se na freguesia de Fareja, concelho de Fafe, distrito de Braga, destacando-se no meio que se insere, tipicamente rural. Enquadrado-se na arquitectura religiosa, o conjunto é constituído pela Igreja e pelo antigo Convento da Cruz. Segundo o Mensageiro de São Vicente de Paulo, de Junho de 1943, " os Padres da Cruz recebiam dízimos da freguesia e apresentavam o Pároco com o título de reitor". Este texto alude já ao facto que pôs termo à Casa da Cruz como a todas as outras casas, ordens, congregações religiosas por efeito do decreto, de 1834, de Joaquim António de Aguiar, que se apoderou dos seus bens. Sabe-se que a Casa da Cruz não escapou a esta situação, embora não se conheça pormenores da maneira como ali foi executada a lei imposta. No entanto, culto não cessou na Igreja da Casa da Cruz. Para além dos Frades, já no século XX o imóvel foi vendido a um particular nobre, "que por seu turno o venderia, por volta dos anos quarenta a um comerciante do Porto que restaurou e ampliou parte da habitação anexa ao mosteiro, transformando-a na sua residência de Verão. Nele passou temporadas o grande intelectual português Prof. Hernâni Cidade ." O acesso ao conjunto faz-se pelo terreiro, através de escadório que apresenta guarda balaustrada com azulejo. Com uma arquitectura simples, o Convento foi transformado e adaptado a habitação no século XX, conservando como elemento de destaque o alpendre em colunata que se abre sobre o pátio/claustro. As colunatas, de fuste cilíndrico são em granito, mas, no entanto, foi já introduzido o betão. As paredes deste espaço são revestidas a azulejo pintado, azul e branco, com motivos vegetalistas, ao gosto rocócó. Alguns são de origem, mas também neste caso foram introduzidos novos azulejos, réplicas, que datam já do século posterior. No Pátio persistem alguns elementos em pedra, de feição poligonal, que eventualmente seria um tipo de caramachão, definido por muro e por colunata. No centro encontra-se a fonte, e tem-se acesso a um escadório que conduz aos jardins. A Igreja tem uma cartela, aposta na fachada norte, com a data de 1746 inscrita, que nos indica o ano da sua construção, conforme fotocopia de fotografia existente no processo. De planta rectangular, de uma só nave, apresenta as paredes construídas em alvenaria de pedra de granito, e o tecto com uma estrutura de madeira, tabique, em muito mau estado de conservação. O espaço da Igreja é então composto pela nave, capela mor e coro alto. Pela documentação fotográfica entregue pela proprietária face ao registo fotográfico efectuado no âmbito da deslocação ao imóvel, verificou-se que a Igreja se encontra em mau estado de conservação, tendo sido já despojada de todo o tipo de valor artístico, como seja, a não existência na capela- mor do respectivo retábulo, imagens e outro espólio religioso. Conserva apenas o campanário com os 4 sinos, que se encontram num estado de conservação razoável, bem como, túmulos onde se encontram sepultados dois monges que eram considerados Santos." in infomação n.º 1020/DRP/DS/04.09.15.
SG " ...se verificou que na envolvente do conjunto foram feitas alterações de uso de solo, de revolvimento e remoção de terras, através de maquinaria, o que originou, por uma lado, a junção de grandes quantidades de saibro, que com as chuvas foram arrastadas pela água sobre o conjunto e envolvente, e por outro lado, levou à descaracterização paisagística da encosta onde se situa o conjunto proposto para classificação. Assim, entende-se que devem ser tomadas medidas preventivas de forma a acautelar intervenções que ponham em risco o enquadramento paisagístico do sítio." in informação n.º 1060- DRP/DS/04.09.29.
SG e JEG

Imagens