Saltar para o conteúdo principal da página

Maternidade Júlio Dinis - detalhe

Designação

Designação

Maternidade Júlio Dinis

Outras Designações / Pesquisas

Maternidade Júlio Dinis / Unidade Maternidade de Júlio Dinis(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Hospital

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Lordelo do Ouro e Massarelos

Endereço / Local

Largo Alexandre de Sá Pinto
Massarelos

Largo da Maternidade
Massarelos

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Despacho de encerramento de 18-06-2007 do Presidente do IPPAR
O imóvel esteve em vias de classificação, nos termos do Decreto-Lei n.º 173/2006, DR, I Série, n.º 16, de 24-08-2006 (ver Diploma)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A Maternidade de Júlio Dinis foi construída entre 1928 e 1937/38, devendo-se o arrastar das obras a falta de verbas. Foi inaugurada em 1939, passando a constituir a terceira grande maternidade do país (depois das maternidades de Lisboa), inserida no movimento europeu de defesa da saúde materno-infantil que se havia iniciado em finais do século XIX. O projecto foi idealizado pelo Professor Alfredo de Magalhães, médico, e então director da Faculdade de Medicina da cidade, e entregue ao Arquitecto suíço George Epitaux, autor dos edifícios de várias maternidades europeias.
A maternidade, baptizada em homenagem ao famoso médico e escritor portuense, ergue-se no antigo Largo do Campo Pequeno, constando originalmente de um edifício principal e dependências anexas, e de espaços ajardinados, onde se incluíam um grande espelho de água. Foi construída de acordo com as mais modernas exigências de higiene e conforto da época, ainda que dentro de uma necessária lógica de economia de meios. Possuía aquecimento central, água canalizada, luz eléctrica, abastecimento de gás, rede de esgotos e ascensor, entre outras exigências de uma valência hospitalar. O edifício principal tem cinco pisos (dois deles em subsolo), sendo as fachadas rasgadas por grandes janelas. Distribui-se em torno de um pátio central, a céu aberto.
O conjunto inclui ainda o moderno pavilhão da Consulta Externa, cuja construção ocupa parte dos jardins primitivos, uma Casa Mortuária, a casa do porteiro, garagens, oficinas, e parque de estacionamento. Nas zonas ajardinadas que ainda subsistem conserva-se uma antiga fonte, com painéis de azulejo, e um busto em bronze do Dr. Alfredo de Magalhães, do escultor Pinto do Couto, vindo do átrio da entrada principal do edifício. Dois silhares de azulejo modernos, datados de 1972, e provenientes da Fábrica Aleluia, ladeiam o portão de entrada junto da casa mortuária.
SML