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Igreja de São Pedro, paroquial de São Pedro de Evoramonte - detalhe

Designação

Designação

Igreja de São Pedro, paroquial de São Pedro de Evoramonte

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial de São Pedro de Evoramonte / Igreja Paroquial de São Pedro de Évoramonte(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Évora / Estremoz / Évora Monte (Santa Maria)

Endereço / Local

Rua de São Pedro
Évora Monte

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 405/2014, DR, 2.ª série, n.º 106, de 3-06-2014 (ver Portaria)
Procedimento (indevidamente) prorrogado até 31-12-2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de homologação de 29-05-2003 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 14-01-2000 da DR de Évora para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 14-09-1999 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 8-09-1999 da DR de Évora
Proposta de 15-06-1999 da CM de Estremoz

ZEP

Portaria n.º 405/2014, DR, 2.ª série, n.º 106, de 3-06-2014 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 103/2013, DR, 2.ª série, n.º 46, de 6-03-2013 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 30-03-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 26-03-2009 da DRC do Alentejo

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

No sopé de Évoramonte, a igreja de São Pedro já existia em 1320, ano em que aparece mencionada no Catálogo de todas as igrejas existentes no reino.... Dessa época, todavia, pouco ou nada resta no conjunto, uma vez que o templo foi parcialmente destruído no terremoto de 1531, o que determinou uma reconstrução de grande impacto sobre a anterior estrutura. Não se conhece exactamente quando terão arrancado essas obras, mas é certo que estariam já terminadas pela década de 80.
A fachada principal evidencia, imediatamente, o marco quinhentista maneirista da edificação. Antecedida por alpendre no pano central, a frontaria é marcada por contrafortes que denunciam a organização interior de três naves e possui portal axial de arco de volta perfeita. Sobre a empena triangular, eleva-se uma escultura do orago, São Pedro, associada a uma cruz, obra realizada na primeira metade do século XVI por um artista que terá trabalhado na Catedral de Évora (ESPANCA, 1975). A torre sineira, que se eleva do lado esquerdo do templo, foi construída em tempo do arcebispo D. João de Melo e encontra-se datada de 1568, sendo um dos sinos de 1587.
O interior é de três naves, de três tramos seccionados por pilares que suportam arcadas de arco de volta perfeita. É um espaço austero que conjuga a escassez de iluminação com um vocabulário estilístico em que impera a ausência de decoração, limitada a diminutos apontamentos vegetalistas nas arestas chanfradas dos pilares. Em 1568, o corpo da igreja era já decorado por três retábulos. Os que actualmente se conservam são já de época posterior. O mais antigo é o do Santíssimo Nome de Jesus, obra classicizante que, embora alterada, mantém corpo maneirista de colunas dóricas e frontão triangular, devendo datar da viragem para o século XVII. Ligeiramente posterior, presumivelmente de meados de Seiscentos, é o retábulo de Nossa Senhora do Rosário, já barroco, sendo os elementos definidores duas colunas salomónicas. O retábulo de Santo António denuncia já a transição para o Rococó e deve datar de meados do século XVIII. Finalmente, o altar dedicado às Almas é do reinado de D. José e tem a particularidade de apresentar trabalhos em estuque.
A capela-mor é o único espaço que conserva elementos da primitiva construção. O arco triunfal mantém a mesma austeridade do corpo, mas é de perfil apontado. Do lado Norte, a luz é filtrada por uma fresta geminada que deve corresponder ao mais antigo elemento conservado no conjunto. No interior, a planta rectangular da ábside revela a empreitada do tempo do arcebispo D. João de Melo, estando ainda em construção em 1577, ano em que os trabalhos eram conduzidos pelo mestre Luís de Castro. Dessa mesma altura é o retábulo-mor, de severo classicismo marcado por colunas da ordem jónica e contendo painel central alusivo a S. Pedro Papa, obra que, segundo Túlio Espanca, foi "inspirada no célebre quadro de Gaspar Vaz, do mosteiro de São João de Tarouca".
Em 1878, a fachada lateral direita da igreja viu ser anexada a escola primária da freguesia. Os restauros ocorreram em dois momentos distintos (1929 e 1959), tendo o primeiro actuado sobre a cobertura do corpo e o segundo sobre alguns pormenores da construção. Estas obras, todavia, não adulteraram significativamente o conjunto, que permanece como uma das realizações mais importantes que o século XVI deixou em Évoramonte.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - vol. VIII (Distrito de Évora, Zona Norte, volume I)

Local

Lisboa

Data

1975

Autor(es)

ESPANCA, Túlio