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Casa Agrícola Jorge Ribeiro de Sousa - detalhe

Designação

Designação

Casa Agrícola Jorge Ribeiro de Sousa

Outras Designações / Pesquisas

Casa sita na Rua Conselheiro Júlio de Vilhena, 6
Museu Municipal de Ferreira do Alentejo
Antiga Casa dos Morgados da Apariça / Casa dos Morgados da Apariça / Casa Agrícola Jorge Ribeiro de Sousa / Museu Municipal de Ferreira do Alentejo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Beja / Ferreira do Alentejo / Ferreira do Alentejo e Canhestros

Endereço / Local

Rua de Júlio de Vilhena
Ferreira do Alentejo

Número de Polícia: 6

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Aviso n.º 7515/2003, Apêndice n.º 147, 2.ª série, n.º 225, de 29-09-2003 (ver Aviso)
Deliberação de 13-11-2002 da CM de Ferreira do Alentejo a aprovar a classificação como de IM

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
A casa apalaçada que pertenceu a Jorge Ribeiro de Sousa localiza-se na zona histórica da Vila de Ferreira do Alentejo, nas imediações da Igreja da Misericórdia e da Igreja Matriz.
A data de construção é desconhecida, embora algumas das suas características arquitetónicas datem de finais do século XIX. As obras de adaptação que sofreu não lhe alteraram as fachadas que, pelo contrário, se encontram atualmente recuperadas.
Trata-se de um prédio nobre, típico da segunda metade de Oitocentos, com dois pisos e sótão, sendo o piso térreo destinado, na origem, às zonas de serviço (adega, celeiro e armazéns), e cujas cavalariças se encontravam no outro lado da mesma rua. A fachada principal é rasgada por vãos de verga reta, com janelas de sacada no piso nobre, defendidas por grades de barrinha em ferro, muito usadas nesta época e que são visíveis em outras casas da vila. Nas pilastras dos cunhais e nas cornijas que rematam as fachadas destacam-se interessantes estuques relevados. A casa, de gaveto, deita igualmente para a Rua D. Nuno Álvares Pereira, antiga Rua da Liberdade, onde possui um portão encimado por frontão de aletas e fogaréus, com o monograma da antiga casa agrícola, R.S. (de Ribeiro de Sousa).
No interior, destacam-se algumas coberturas abobadadas do piso térreo, sobre grossas pilastras de alvenaria (antiga adega e celeiro), bem como o átrio de acesso comum ao Museu e à Biblioteca instalada no prédio contíguo, em dois andares de galerias de arcos de volta perfeita, com escadaria em pedra, de um só patamar. Os anteparos dos balcões das galerias são decorados com estuques em losango "possivelmente de mestres de Afife, que executaram delicada obra do género, no Teatro Garcia de Resende, em Évora, no decénio de 1890" (ESPANCA, Túlio, 1992). Alguns dos antigos salões do piso nobre, que possuem tetos em madeira, conservam ainda um curioso revestimento neoclássico de estuques em grisaille, com motivos florais, correndo em banda ao modo de cornija.
A casa desenvolve-se em torno de um pátio interior, para onde deita um terraço na ala oriental (voltada para a Rua D. Nuno Álvares Pereira).

História
O edifício pertenceu a Jorge Ribeiro de Sousa, herdeiro dos condes de Avillez e Boa Vista e da Morgada da Apariça que, não tendo nascido na família Avillez (era filho do caseiro da Quinta do Rio da Figueira, em Santiago do Cacém, propriedade dos condes), foi adotado pela última condessa que morreu sem descendência. A casa agrícola a que se refere a designação do imóvel liga-se às vastas explorações agro-pecuárias dos Avillez, que dominavam a vila de Santiago do Cacém e a outras terras alentejanas. O imóvel viria a ser adquirido pela Câmara Municipal em 1976 e, desde então, serviu vários propósitos tais como instalação de serviços externos e obras; armazém de material do município, incluindo oficinas de carpintaria; Conselho Desportivo Municipal; Agrupamento de Escuteiros local; Serviço Histórico Museológico (entre 1996 e 2002) até que, em 2004, se transforma em Museu Municipal de Ferreira do Alentejo que, desde 18 de maio de 2010 integra também a Rede Portuguesa de Museus.
Sílvia Leite/IPPAR/2006. Atualizado por Maria Ramalho/DGPC/2016.

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Beja, Vol. XII

Local

Lisboa

Data

1992

Autor(es)

ESPANCA, Túlio