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Igreja Paroquial de Vilas Boas - detalhe

Designação

Designação

Igreja Paroquial de Vilas Boas

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de Nossa Senhora da Luz
Antiga Igreja de Nossa Senhora da Natividade
Antiga Igreja de Nossa Senhora da Assunção / Igreja Paroquial de Vilas Boas / Igreja de Santa Maria de Vilas Boas / Igreja de Nossa Senhora da Natividade / Igreja de Nossa Senhora da Assunção / Igreja de Nossa Senhora da Luz (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Beja / Ferreira do Alentejo / Ferreira do Alentejo e Canhestros

Endereço / Local

Estrada Estrada Nacional 121, a 2,5kKm da vila de Ferreira do Alentejo
Ferreira do Alentejo

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Classificação nula, dado a CM não ter competência para o efeito (aguarda rectificação no DR)
Aviso n.º 7515/2003, Apêndice n.º 147, 2.ª série, n.º 225, de 29-09-2003 (classificou como de IM) (ver Aviso)
Deliberação camarária de 11-12-2002 a aprovar a classificação como de IM

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A antiga paróquia rural de Vilas Boas, mais tarde freguesia do concelho de Ferreira do Alentejo, e hoje extinta, tem matriz de antiquíssima fundação, já referida em 1320. Deste primitivo templo medieval nada resta, tal como acontece com a edificação que lhe sucedeu, referido pelo visitador do Infante D. Afonso, Bispo de Évora, em 1534, quando . Na respectiva Visitação, realizada em companhia de Manuel Nunes Farelães, prior da igreja, esta é descrita como estando incompletamente ladrilhada e coberta, já que chove no seu interior. São ainda mencionados três altares e a pia baptismal, bem como as sepulturas térreas. A igreja estaria em adro demarcado, onde se faziam enterramentos. A igreja actual veio substituir esta, já em finais do século XVI, ou início do imediato.
A fachada, rematada em empena triangular, e já sem sineira, é rasgada por portal de verga recta, em pedra da região. As fachadas laterais eram contrafortadas, sustentando a cobertura da nave, em abóbada de meio canhão, da qual resta apenas um troço. A capela-mor é coberta por cúpula lisa, rematada num pináculo.
O interior, de nave única e cobertura atrás referida, distribuía-se em dois tramos, e incluía duas capelas laterais na cabeceira, com tectos de caixotões e ornamentação setecentista, dedicadas a Nossa Senhora do Rosário e ao Senhor Jesus Crucificado (Túlio ESPANCA, 1992). A capela-mor, de planta quadrada e aberta por arco redondo, possui cúpula em meia laranja sobre trompas, e é iluminada por estreitas frestas. Ainda de acordo com Túlio Espanca, datará de 1575, ou do priorado de um Dr. António Cardim. Esta cúpula estaria coberta de pinturas murais tardo-quinhentistas, substituída por decoração barroca de motivos florais e jarrões, em torno de um medalhão central. Os alçados da nave estiveram igualmente cobertos por pintura mural, mas, tal como na ábside, o conjunto encontra-se hoje totalmente danificado.
Toda a igreja sofreu graves estragos provocados pelo terramoto de 1755. Porém, a cobertura da nave ruiu já na década de 1950, tendo causado a destruição de quase todo o recheio, incluindo o púlpito e a taça de água benta, do estilo manuelino, da qual foi recolhido um fragmento, então guardado nos Paços do Concelho (Túlio ESPANCA, 1992). A pia baptismal, bem como outros restos salvos após a derrocada, encontra-se na capelinha particular da vizinha Quinta de S. Vicente. Duas tábuas, representando S. Francisco recebendo os estigmas e S. Luís, bispo de Tolosa, foram levadas para a Igreja Matriz de Ferreira do Alentejo. Quanto às imagens aí veneradas, de paradeiro desconhecido, sabe-se que incluíam, em 1758 (durante o priorado de Diogo Lourenço Sanches), as de Nossa Senhora da Luz, Santo António e São Marcos Evangelista. Nossa Senhora da Luz era, de resto, a última padroeira do templo, que chegou a ser da invocação de Nossa Senhora da Natividade e de Nossa Senhora da Assunção. SML

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Beja, Vol. XII

Local

Lisboa

Data

1992

Autor(es)

ESPANCA, Túlio