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Igreja e antigo Convento de São Francisco - detalhe

Designação

Designação

Igreja e antigo Convento de São Francisco

Outras Designações / Pesquisas

Igreja e Convento de Nossa Senhora da Conceição dos Frades Recoletos de São Francisco / Igreja e Convento de São Francisco / Convento de Nossa Senhora da Conceição / Igreja de Nossa Senhora da Esperança(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Convento

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Castelo de Vide / São João Baptista

Endereço / Local

Rua Sequeira Sameiro
Castelo de Vide

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 513/2014, DR, 2.ª série, n.º 123, de 30-06-2014 (ver Portaria)
Procedimento (indevidamente) prorrogado até 31-12-2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de homologação de 26-05-2003 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 23-02-2001 da DR de Évora para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 14-01-1997 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 3-01-1997 da DR de Évora

ZEP

Portaria n.º 513/2014, DR, 2.ª série, n.º 123, de 30-06-2014 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 57/2013, DR, 2.ª série, n.º 26, de 6-02-2013 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 15-12-2010 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 25-10-2010 da DRC do Alentejo
Proposta de 30-09-2009 da DRC do Alentejo

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Fundado em 1585, a expensas de Gaspar de Mattos e sua mulher, Beatriz de Mattos, o Convento de Nossa Senhora da Conceição, de frades Recoletos da Ordem de São Francisco, foi a primeira instituição religiosa deste âmbito activa em Castelo de Vide (VIDEIRA, 1908, p. 137).
As obras da igreja e dependências conventuais prolongaram-se durante cerca de quatro anos, durante os quais foi necessária a licença de construção do então rei Filipe I, e o acordo do Bispo de Portalegre, que parece ter colocado alguns entraves ao bom andamento dos trabalhos (TRINDADE, 1979, p. 96). A história desta fundação encontra-se bem documentada no Livro de Tombo, através do qual sabemos que, em 1589, os frades já habitavam o convento. No entanto, em 1590, a instituição surge com a designação de Convento de Nossa Senhora da Conceição, a quem teria sido dedicado. Por sua vez, a administração do mesmo foi concedida ao povo, à Câmara e vereadores, pertencendo o senhorio à Santa Sé (TRINDADE, 1979, p. 96).
A igreja que hoje conhecemos, com nave e capela-mor de planta rectangular, sofreu nova campanha de obras em meados do século XVIII, como atesta a data de 1748 patente no portal. A fachada do templo foi, com certeza, remodelada nesta época, dado que a sua composição revela uma linguagem de características barrocas, presente no portal, ladeado por pilastras de capitéis coríntios, e remate superior em aletas, com nicho central, a partir do qual nasce o amplo janelão encimado por uma vieira e pináculos laterais.
O alçado deste do templo confina directamente com o claustro do convento, de planta quadrada e arcaria de volta perfeita. Também neste espaço se fez sentir a intervenção do século XVIII, uma vez que o pequeno átrio, através do qual se acede ao claustro, e ao interior do convento, foi revestido por azulejos setecentistas, com certeza de oficina lisboeta. Com datação próxima de 1748, estes painéis representam cenas da Vida de Santo António ( Milagre do burro e Salvação do pai ) e, nos cantos que envolvem o nicho e a estrutura de madeira que o suporta, anjos com instrumentos de martírio.
Mais tarde, já depois da extinção das Ordens Religiosas, em 1834, o convento foi adquirido pelo irmão do Dr. João Diogo Juzarte de Sequeira Sameiro, que em 1856 havia instituído o Asilo dos Cegos, para aí funcionarem as instalações desta instituição (GORDO, 1935, p. 117). A planimetria conventual foi facilmente adaptada às necessidades dos invisuais, ficando no pavimento inferior os dormitórios, o refeitório, o gabinete da Direcção, a secretaria, e as aulas de instrução primária, secundária, e de música. Já no primeiro andar, situavam-se as dependências das mulheres, com a enfermaria, a cozinha, a dispensa e a sala de visitas. Os jardins, a Sul, foram aproveitados como local de passeio. No final do século XIX (1895) foram criadas oficinas de fabrico de canastras, por forma a dotar os invisuais de meios de subsistência próprios, que lhes permitissem sair do Asilo e viver integrados no seio da sociedade (GORDO, 1935, p. 122).
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Relação de Sucessos Históricos, Notícias e Acontecimentos Políticos, Administrativos, Sociais e Outros da Notável Vila de Castelo de Vide, separata do jornal O Castelovidense, n.º 281 - 397.

Local

-

Data

1965

Autor(es)

REPENICADO, António Vicente Raposo

Título

Castelo de Vide - Arquitectura Religiosa, vol I

Local

-

Data

1981

Autor(es)

TRINDADE, Diamantino Sanches

Título

Azulejaria em Portugal no século XVIII

Local

Lisboa

Data

1979

Autor(es)

SIMÕES, J. M. dos Santos

Título

Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos

Título

História da muito notável vila de Castelo Vide

Local

Castelo de Vide

Data

1908

Autor(es)

VIDEIRA, César Augusto de Faria,