Saltar para o conteúdo principal da página

Igreja e Cemitério de Nossa Senhora da Lapa - detalhe

Designação

Designação

Igreja e Cemitério de Nossa Senhora da Lapa

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de Nossa Senhora da Lapa e Cemitério da Lapa / Igreja de Nossa Senhora da Lapa e Cemitério da Irmandade de Nossa Senhora da Lapa / Igreja da Lapa (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Cemitério de Nossa Senhora da Lapa (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória

Endereço / Local

- -
Porto

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 222/2013, DR, 2.ª série, n.º 72, de 12-04-2013 (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Anúncio n.º 13579/2012, DR, 2.ª série, n.º 201, de 17-10-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 25-07-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura, com a designação de Igreja e Cemitério de Nossa Senhora a Lapa
Nova proposta de 31-05-2012 da DRC do Norte para a classificação como MIP
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado até 31-12-2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Devolvido à DRC do Norte por despacho de 11-02-2010 do director do IGESPAR, I.P., para aplicação do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Proposta de 17-12-2009 da DRC do Norte para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 20-07-2004 do presidente do IPPAR
Proposta de 16-03-2004 da DR do Porto para a abertura do processo de classificação do conjunto Igreja e Cemitério
Proposta de de 8-04-2002 do historiador de arte Francisco Queiroz para a classificação do Cemitério da Lapa

ZEP

Portaria n.º 222/2013, DR, 2.ª série, n.º 72, de 12-04-2013 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 13579/2012, DR, 2.ª série, n.º 201, de 17-10-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 25-07-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 31-05-2012 da DRC do Norte para a fixação de uma ZEP individual
Devolvido à DRC do Norte por despacho de 11-02-2010 do director do IGESPAR, I.P., para aplicação do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, n.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Proposta de 17-12-2009 da DRC do Norte para a ZEP do Quartel de Santo Ovídio, da Igreja e Cemitério da Lapa e da Rua Álvares Cabral

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A primitiva capela da Lapa, que guardava a imagem desta invocação, era muito concorrida e o aumento do número de peregrinos e crentes que a procuravam levou à construção do templo que hoje conhecemos. A Irmandade de Nossa Senhora da Lapa foi instituída em 1755, e um ano mais tarde tiveram início os trabalhos da nova igreja, com a primeira pedra a ser lançada a 17 de Julho. Todavia, muitos anos haveriam de passar até o templo ficar concluído. É certo que em 1779 foi celebrada a dedicação da igreja, mas as torres só foram terminadas em 1863. As opções da Irmandade prejudicaram, muito possivelmente, o bom andamento dos trabalhos, até acordar um novo plano com José de Figueiredo Seixas que dirigiu também as obras até à data da sua morte, em 1773. A marca deste último arquitecto está bem presente no interior, de gosto claramente neoclássico. Por fim, resta referir José Luís Nogueira Júnior, responsável pela obra na fase do levantamento das torres, muito elevadas em relação à fachada. Erguida ao longo de mais de um século a igreja da Lapa não poderia deixar de exprimir os vários gostos das diferentes épocas, equilibrando-se entre o rococó e o neoclassicismo, que apear das muitas e variadas intervenções, logrou alcançar um equilíbrio formal quer no exterior quer no interior.
A fachada, de dois registos, é seccionada por pilastras que definem cinco panos abertos por vãos diversos. No inferior, rasgam-se três portas, sendo que as laterais conduzem a longos corredores de acesso à sacristia ou á Casa da Irmandade. O segundo registo, mais neoclássico, antecede o frontão triangular que remata o alçado e sobre o qual se elevam as esculturas representando Raquel, Judite, Ester e Sara. O vitral foi realizado em 1931 por Ricardo Leone e representa a Adoração dos Pastores .
No interior, a nave única apresenta alçados marcados por pilastras a enquadrar os arcos onde se inscrevem os retábulos, sobrepujados pelas janelas das tribunas. Todos eles exibem retábulos neoclássicos. O da capela-mor, desenhado pelo escultor Simão de Brito, foi executado por Manuel Moreia da Silva, em 1806, mantendo a unidade dos restantes, com uma imagem setecentista da padroeira ou com a Adoração dos Pastores pintada por Joaquim Rafael. Na capela-mor conserva-se o mausoléo com o coração de D. Pedro IV, 1º Imperador do Brasil, conforme era seu desejo.
Quando em 1833 o Cerco do Porto provocou inúmeras baixas na cidade, a Irmandade pediu a D. Pedro IV autorização para construir um cemitério próprio, junto à sua igreja. A autorização foi concedida e a Irmandade pôde dispor de um cemitério "ao moderno", com muro e portal, como acontecia noutras cidades europeias, nomeadamente em Paris (QUEIROZ, 2000). Benzido em 1838, teve os primeiros monumentos em 1839, e até ao final do século XIX, quando começaram a surgir outros cemitérios, foi o mais importante do Porto, onde eram sepultada a elite local. A exiguidade do espaço e a impossibilidade de fazer crescer a área do cemitério levou à destruição de alguns monumentos, mas a secção dos jazigos-capelas a poente e a nascente é um dos mais importantes conjuntos deste género na Europa. Por outro lado, a sua relevância era tal que serviu de modelo a outros cemitérios do Porto e do país (QUEIROZ, 1998, p. 91). Como os cemitérios românticos, de que este é, no nosso país, o mais antigo, é um espaço com arruamentos ajardinados, cheio de monumentos e que eram entendidos como locais de meditação e que hoje merece ser visitado como um "museu da morte".
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal: Cidade do Porto

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho

Título

Cemitérios Oitocentistas Portugueses. Os Museus da Morte, Museu, IV série, n.º 7, pp. 89-106

Local

-

Data

1998

Autor(es)

QUEIROZ, Francisco

Título

O Cemitério da Lapa

Local

Porto

Data

2000

Autor(es)

QUEIROZ, Francisco