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Igreja de Santa Maria, paroquial de Fornos, e complexo paroquial - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Santa Maria, paroquial de Fornos, e complexo paroquial

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial de Fornos e complexo paroquial / Igreja de Santa Maria de Fornos(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Marco de Canaveses / Marco

Endereço / Local

- EN 211
Marco de Canaveses

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 288/2013, DR, 2.ª série, n.º 92, de 14-05-2013 (ver Portaria)
Declaração de retificação n.º 36/2013, DR, 2.ª série, n.º 8, de 11-01-2013 (retificou o Anúncio n.º 13796/2012, relativamente à data do parecer da SPAA do CNC) (ver Declaração)
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Decreto )
Anúncio n.º 13796/2012, DR, 2.ª série, n.º 248, de 24-12-2012 (ver Anúncio)
Parecer de 17-12-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 5-02-2004

ZEP

Portaria n.º 288/2013, DR, 2.ª série, n.º 92, de 14-05-2013 (sem restrições) (ver Portaria)
Declaração de retificação n.º 36/2013, DR, 2.ª série, n.º 8, de 11-01-2013 (retificou o Anúncio n.º 13796/2012, relativamente à data do parecer da SPAA do CNC) (ver Declaração)
Anúncio n.º 13796/2012, DR, 2.ª série, n.º 248, de 24-12-2012 (ver Anúncio)
Parecer de 17-12-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A Igreja de Santa Maria, paroquial da Freguesia de Santa Marinha de Fornos do Concelho de Marco de Canaveses é, também, a igreja de Siza. Enquanto tal, isto é, como projecto e obra de um Arquitecto de excepção, ela incorpora um valor de exemplaridade incontornável, o qual tem logrado metamorfoseá-la em objecto de interesse científico, argumentos indubitavelmente atendíveis no quadro de uma patrimonialização em sede institucional-legal. À semelhança do "génio do respectivo criador", critério genérico de apreciação para a aplicação da protecção conferida pelos instrumentos da classificação e inventariação , uma genialidade que, tendo embora uma autoria projectual definida - a que pertence ao Arquitecto Álvaro Siza Vieira - não deixa de integrar a genialidade de uma autoria difusa: referimo-nos a essa confluência de vontades maturada no transcurso do tempo e que ousou sonhar, com dimensão nova , o monumento religioso e litúrgico entretanto materializado. Julgamos, por isso, oportuno dar conta do percurso da paróquia na busca do seu novo espaço cultual-devocional: "[...] A 3 de Janeiro de 1973 o quinzenário local "Ecos do Marco de Canaveses" noticiava em primeira página a constituição duma comissão para construir uma nova igreja. Foram recolhidos alguns donativos, mas o projecto nunca foi por diante. Seria erguida no centro da vila, em terrenos nda Quinta dos Murteirados. Precisamente no local onde, vinte e um anos mais tarde, nasceria a igreja de Siza. O desenvolvimento urbano que se seguiu à Revolução de Abril (1974) acentuou definitivamente a necessidade de um templo mais amplo, mais adequado às reformas entretanto verificadas na liturgia e mais próximo do centro populacional. Assim, em finais de 1988, a mudança de pároco e a motivação daí resultante, o apelo de renovação imposto pelos "novos" tempos" e a evidência da necessidade, conjugaram-se para o aparecimento de uma sensibilidade forte da qual resultaria a construção da nova igreja. O processo de adesão e entusiasmo que, então, se gerou não é de fácil compreensão: a paróquia é relativamente pequena e de parcos recursos, a igreja a construir não seria "fácil e popular" e os custos previstos não eram nada animadores. Por outro lado, o tecido sociológico do Marco não parecia ser muito consistente, pois ao núcleo urbano, constituído por pequenos comerciantes e serviços públicos, havia que ligar um importante núcleo de bairro e ainda uma parte tipicamente rural. Quando as obras se iniciaram, a 10 de Abril de 1994, muitos ainda tinham dúvidas quanto ao sucesso do empreendimento. Apesar disso, a grande maioria da população estava expectante, mas entusiasmada e unida em torno da sua obra. Passados pouco mais de dois anos, a 7 de Julho de 1996, a igreja era inaugurada e, por vontade dos paroquianos, expressa em referendo, dedicada a Santa Maria. Nesse dia não foi difícil perceber que todas as canseiras tinham sido recompensadas e que um enorme contributo para a renovação da arte sacra tinha sido dado por uma paróquia modesta, praticamente desconhecida e de escassos recursos materiais. [...]" In Igreja de Santa Maria - Marco de Canaveses. Marco de Canaveses: Paróquia de Santa Marinha de Fornos e Francisco Guedes, 1998

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