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Palácio dos Arcos - detalhe

Designação

Designação

Palácio dos Arcos

Outras Designações / Pesquisas

Hotel Vila Galé Collection Palácio dos Arcos / Palácio dos Arcos(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Palácio

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Oeiras / Oeiras e São Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias

Endereço / Local

Rua Costa Pinto
Oeiras

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Em 7-09-2012 foi dado conhecimento do despacho ao requerente e à CM de Oeiras, enviando a esta cópia do processo para a ponderação da classificação como de IM
Despacho de arquivamento de 22-08-2012 da subdiretora-geral da DGPC
Proposta de 26-07-2012 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para arquivamento e envio de cópia do processo à CM de Oeiras para ponderação da classificação como de IM
Requerimento de classificação de 12-11-2008 de particular

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O Palácio dos Arcos foi construído em finais do século XV por Antão Martins Homem, fidalgo da Casa dos Infantes e 2.º capitão donatário da Vila da Praia (Açores), nos terrenos de uma vasta quinta já existente. A casa primitiva, quase totalmente destruída pelo terramoto de 1755 e reedificada no século XVIII, teria já uma fachada semelhante à actual, com dois torreões ladeando um corpo central com varanda assente em três arcos de volta redonda. Segundo a tradição local, este palácio e os seus arcos deram o nome à vila de Paço de Arcos. Da sua varanda, voltada para o Tejo, diz-se ter por diversas vezes assistido o rei D. Manuel à partida das naus para a Índia.
O morgadio de Paço de Arcos, com sede no emblemático palácio, foi instituído em 1698 por D. Teresa Eufrásia de Meneses, sua proprietária à data, e herdado por esta via pelos Senhores das Alcáçovas e sucessivos descendentes, dos Lencastre e Saldanha até aos Condes de Arrochela, cujos herdeiros alienaram o usufruto do prédio à Câmara Municipal de Oeiras em 2001.
O edifício actual, com planta em L, é marcado pela já referida fachada sudeste, flanqueada por dois torreões pentagonais que enquadram um corpo central rasgado no piso térreo por três arcos de volta perfeita suportando uma varanda-terraço cuja guarda em ferro ainda exibe a pedra de armas dos Lencastre e Saldanha. O acesso principal faz-se pela fachada oposta, aberta por portal de verga recta encimado por janela de sacada. A área construída inclui uma capela dedicada desde a sua construção a Nossa Senhora do Rosário, voltada para o pátio central do palácio. É aberta por portal de verga recta sob empena triangular, e conserva um retábulo barroco em mármore com colunas pseudo-salomónicas.
A propriedade conserva ainda os seus belíssimos jardins em terraço, uma extensa mata e uma área agrícola, com algumas casas térreas, cavalariças, poço, tanque de rega e casa de fresco decorada com embrechados de porcelana chinesa policroma.
A Câmara Municipal de Oeiras decidiu transformar o Palácio dos Arcos numa unidade hoteleira (hotel de charme), tendo para este efeito levado a cabo obras de recuperação do edifício e jardins.
Sílvia Leite - DGPC

Imagens