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Quinta de Nossa Senhora do Monte do Carmo - detalhe

Designação

Designação

Quinta de Nossa Senhora do Monte do Carmo

Outras Designações / Pesquisas

Quinta da Fidalga / Quinta da Fidalga / Quinta do Monte do Carmo / Colégio de Nossa Senhora do Carmo(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Quinta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Sintra / Agualva e Mira-Sintra

Endereço / Local

Praça da República
Agualva

Número de Polícia: 12

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Edital n.º 253/06 de 11-07-2006 da CM de Sintra
Despacho camarário de classificação de 10-07-2006
Despacho de encerramento de 15-05-2003 do presidente do IPPAR, por não se inscrever nas categorias de MN e IP

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
A Quinta de Nossa Senhora do Monte do Carmo, também conhecida por Quinta da Fidalga, localiza-se na Praça da República espaço que recentemente sofreu uma profunda alteração paisagística e onde antes se realizava a feira tradicional da Agualva. No recinto subsiste ainda o antigo cruzeiro assente em três degraus de pedra. Em redor da fachada principal do edifício, mandado erguer no segundo quartel do século XVIII por José Ramos da Silva, existe um muro gradeado onde se abre um portal de pilastras em pedra rematadas por pináculos piramidais e porta metálica encimada pelo brasão de D. Maria Osório Cabral. Dos terrenos agrícolas da antiga quinta, bastante amputada pela urbanização que atingiu fortemente este concelho, subsiste apenas uma pequena parcela nas traseiras do edifício. A atual propriedade encontra-se parcialmente delimitada por um muro pintado a amarelo, a mesma cor das fachadas. Na avenida dos Bombeiros Voluntários, subsiste outro portal da antiga da quinta composto por pilastras rusticadas rematadas também por pináculos. Na parte rural permanece ainda um lagar de fuso com as respetivas dependências, entre as quais um armazém com arcos de cantaria de volta perfeita, uma cisterna e um tanque de rega.
Carateriza-se, este interessante conjunto, por uma arquitetura de grande depuração formal, observando-se que edifício principal, que corresponde à antiga residência senhorial, ostenta uma planta retangular de dois pisos onde, na extremidade oeste, surgem adossadas duas construções - uma capela e uma imponente torre sineira. A fachada do edifício residencial apresenta-se seccionada por pilastras, ostentando ainda um friso de cantaria que acentua as diferenças entre os dois pisos. Os vãos, simétricos e retos, abrem-se em ambos os andares, sendo que no piso térreo, certamente destinado a armazém e serviços da quinta, alternam as portas e as janelas de dimensões muito reduzidas mas, no andar nobre, mais valorizado por corresponder aos espaços habitacionais, subsistem um conjunto de janelas de sacada com remate de cantaria saliente. No interior da residência, apesar das alterações que foram ocorrendo, é possível identificar o vestíbulo com ligação aos corredores centrais e às várias dependências.
A capela, dedicada a Nossa Senhora do Carmo e onde se encontra sepultado José Ramos da Silva, falecido em 1743, tem o primeiro registo da fachada em cantaria, solução que se estende à torre sineira. O portal da capela de verga reta é flanqueado por duas janelas e, na torre, abre-se um óculo gradeado. No segundo registo da fachada da capela surge uma janela alta e outras duas laterais, terminando o alçado num frontão triangular com um painel de azulejos alusivo à padroeira. Na torre, um segundo óculo e o registo da sineira são igualmente em cantaria. No interior do templo, merecem especial destaque o retábulo em talha dourada e policromada de meados de setecentos, o púlpito, os tetos em caixotões e o altar do lado da Epístola aberto em arco de volta perfeita (já do século XIX).

História
José Ramos da Silva, natural do concelho de Penafiel, emigrou para o Brasil de onde regressou em 1717 adquirindo, em 1726, a Quinta de Nossa Senhora do Monte do Carmo. Posteriormente, já na segunda metade do século XIX, a quinta foi angariada pelo conde de Mesquitela casado com D. ª Maria Osório Cabral, ficando então a propriedade conhecida como Quinta da Fidalga.
No início do terceiro quartel do século XIX iniciou-se o processo de desanexação dos terrenos sendo que, durante o 25 de Abril, a propriedade foi ocupada para aí instalar uma Escola Primária. Em 1977, por decisão judicial, a quinta e os seus bens móveis são devolvidos aos proprietários que, no entanto, a acabam por vender. Atualmente o edifício pertence à Câmara Municipal de Sintra que aí pretende instalar o Conservatório de Música de Sintra.
Rosário Carvalho/IPPAR/2007. Maria Ramalho/DGPC/2015.

Imagens

Bibliografia

Título

Quintas e palácios nos arredores de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

STOOP, Anne de

Título

Sintra

Local

Lisboa

Data

1989

Autor(es)

SERRÃO, Vítor

Título

Agualva-Cacém e a sua história

Local

Agualva-Cacém

Data

2000

Autor(es)

SOUSA, Ana Macedo, MASCARENHAS, Teresa

Título

Armorial Lusitano: genealogia e heráldica

Local

Lisboa

Data

1961

Autor(es)

ZÚQUETE, Afonso Eduardo Martins