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Casa de Santiago e Aqueduto - detalhe

Designação

Designação

Casa de Santiago e Aqueduto

Outras Designações / Pesquisas

Casa de Santiago (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Aqueduto de Santiago (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Conjunto

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Vila Nova de Famalicão / Castelões

Endereço / Local

-- -
Santiago

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (com Despacho de Abertura)

Cronologia

Despacho de concordância de 4-06-2019 da diretora-geral da DGPC
Parecer de 13-02-2019 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor uma melhor instrução do processo, com elementos gráficos e fotográficos da casa e da implantação do aqueduto
Nova proposta de 4-03-2016 da DRC do Norte
Despacho de 9-12-2014 do diretor-geral da DGPC, sob proposta dos serviços, a devolver o processo à DRC do Norte para reanálise
Proposta de 17-10-2014 da DRC do Norte para a classificação como MIP
Anúncio n.º 318/2013, DR, 2.ª série, n.º 188, de 30-09-2013 (ver Anúncio)
Despacho de 31-07-2013 da diretora-geral da DGPC a determinar a abertura de novo procedimento de classificação
Nova proposta de abertura de 22-07-2013 da DRC do Norte
Anúncio n.º 13821/2012, DR, 2.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Anúncio)
Despacho de arquivamento de 17-12-2012 da diretora-geral da DGPC, com fundamento na existência de deficiências de instrução consideradas insanáveis em tempo útil
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Devolvido em 11-04-2011 à DRC do Norte para conclusão da fase de abertura
Proposta de 30-03-2011 da DRC do Norte para a classificação como de IP
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 14-07-2003 da vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 4-07-2003 da DR do Porto
Proposta de 18-12-2002 da CM de Vila Nova de Famalicão para a classificação conjunta da Casa de Santiago e do Aqueduto
Proposta de 18-07-2002 da CM de Vila Nova de Famalicao para a classificação do Aqueduto de Castelões

ZEP

Nova proposta de 9-08-2018 da DRC do Norte
Em 19-04-2018 a CM de Vila Nova de Famalicão enviou o seu parecer, com propostas de alteração
Em 2-02-2018 foi solicitado à CM de Vila Nova de Famalicão o envio de parecer sobre a proposta
Nova proposta de 4-03-2016 da DRC do Norte
Despacho de 9-12-2014 do diretor-geral da DGPC, sob proposta dos serviços, a devolver o processo à DRC do Norte para reanálise
Proposta de 17-10-2014 da DRC do Norte
Anúncio n.º 318/2013, DR, 2.ª série, n.º 188, de 30-09-2013 (fixou a ZEPP) (ver Anúncio)
Despacho de 31-07-2013 da diretora-geral da DGPC a determinar a fixação da ZEP provisória
Proposta de 22-07-2013 da DRC do Norte para a fixação de ZEP provisória
Sem efeito, face ao despacho de arquivamento do procedimento de classificação
Proposta de 30-03-2011 da DRC do Norte

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A Casa de Santiago pertence à Quinta com o mesmo nome, que terá tido origem na Idade Média. Em finais do século XVII estava na posse da mesma família. Domingos de Araújo, que aqui residia com a sua mulher D. Teresa Francisca e seus filhos. Vários foram as gerações que foram sucedendo e o último desta família, que teve posse da Casa foi o Padre Dr. José Guilherme da Fonseca e Castro, Reitor de Santiago de Castelões, que morreu depois de 1954 e que deixou a Casa e Quinta como herança ao seu sobrinho, Sr. José Guilherme Correia Machado e sua família. Estes, actualmente residem no imóvel. É um solar do século XVIII, com planta em U, quase do tipo "fechada". Na fachada principal, voltada a Norte, destaca-se o portal principal decorado com pilastras e empena recortada, encimada por três pináculos. Para o pátio interior tem um relógio de sol. A fachada principal, que se desenvolve á direita do portal, corresponde ao espaço habitacional. Tem três janelas com moldura curva e no cunhal pilastra, do tipo "toscano", com base, toro, fuste e capitel liso. Tem um só piso, pois o caminho público é mais alto em relação ao terreno onde está implantada a casa. A fachada poente tem dois pisos. No piso térreo tem janelas emolduradas com grades, e uma porta do mesmo género. No andar nobre tem janelas de sacada com grades de ferro de ferro forjado. O acesso a este andar faz-se através de uma escadaria, que no seu arranque tem volutas em forma de S. Ambas fachadas estão pintadas de cor-de rosa, sendo as restantes fachadas nascente e sul, em pedra, uma vez que eram caiadas. No lado nascente, existe um corpo tipo torreão, chamado "o Forte". É talvez de origem medieval, com dois pisos e na fachada, voltada para o pátio, tem duas janelas com grades em ferro forjado e uma porta que dá acesso à cozinha. Esta é tipicamente minhota, com grande chaminé que abriga lareira e dois fornos, um em cada lado. A fachada Sul tem também dois pisos, onde se destaca uma galeria alpendrada, suportada por colunas do tipo "toscano". Esta galeria desenvolve-se também na fachada poente. No interior, a sala principal, virada para o caminho público, tem um tecto em caixotão de madeira, com florões dourados nos cruzamentos, sendo a cornija sustentada por quatro meninos e quatro modilhões dourados com motivos vegetalistas. Ao centro encontra-se entalhado um pelicano dourado com a coroa de conde na cabeça. A Casa de Santiago encontra-se em razoável estado de conservação, sendo no entanto necessário proceder à sua manutenção. Aqueduto de Castelões O Aqueduto de Castelões está situado num pequeno vale entre os lugares de Santiago e da Bouça, e são pertença da Casa de Santiago. Presume-se que tenham sido mandado construir no século XVIII, e a sua feição a muito semelhante aos Arcos de Vila de Conde. A sua construção teve como objectivo a condução de água de duas linhas para a casa e terras da Quinta de São Tiago. Segundo a documentação enviada pela C.M. de Famalicão, "houve, em data desconhecida, o encerramento total de alguns arcos e parcial de outros, do lado Noroeste, para fins de divisão de terras..." É abastecido por uma caleira de pedra, que vem dum monte próximo, no qual está um tanque que recolhe a água de três nascentes diferentes. " A caleira que vai do tanque ao aqueduto foi parcialmente destruída, quando foi construída a Auto-estrada de Famalicão - Guimarães, em 1933, tendo a água sido entubada. O resto do conjunto mantêm-se intacto, mesmo a caleira que liga o aqueduto aos campos de cultivo." O Aqueduto é constituído por 17 arcos de volta perfeita, de traçado irregular. Não apresentam todos a mesma medida, tendo alguns 5,10 m de vão. " o material é constituído por perpianho bem desenvolvido,com as juntas secas, apresentando as aduelas boa execução" O seu estado de conservação é razoável, no entanto, necessita de limpeza da vegetação existente, de forma a não deteriorar a pedra. SG

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