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Igreja de Nossa Senhora da Graça do Divor - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Nossa Senhora da Graça do Divor

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Graça do Divor / Igreja de Nossa Senhora da Graça(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Évora / Évora / Nossa Senhora da Graça do Divor

Endereço / Local

Monte da Igreja
Nosas Senhora da Graça do Divor

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 508/2014, DR, 2.ª série, n.º 123, de 30-06-2014 (ver Portaria)
Despacho de homologação de 3-12-2010 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer favorável de 30-04-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 13-11-2008 da DRC do Alentejo para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 29-09-2005 do presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 9-05-2005 da DR de Évora

ZEP

Portaria n.º 508/2014, DR, 2.ª série, n.º 123, de 30-06-2014 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 64/2013, DR, 2.ª série, n.º 33, de 15-02-2013 (ver Anúncio)
Despacho de homologação de 3-12-2010 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer favorável de 30-04-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 13-11-2008 da DRC do Alentejo

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A igreja de Nossa Senhora da Graça do Divor, situa-se na Herdade da Água da Prata, propriedade, desde a época medieval, do cabido da Sé de Évora, em terrenos próximos da zona de captação da água, que no século XVI passou a abastecer a cidade de Évora.
A igreja não existiria à época da construção do Aqueduto, já que não surge referenciada nos primeiros documentos relativos àquela construção. Como freguesia surge referenciada pela primeira vez, nos Livros de Baptismos da Sé, em 1556.
Desconhecemos a data da sua fundação, bem como o autor do risco; porém pela erudição da galilé que a antecede, de clara influência serliana, tal como a da igreja de S. Mamede de Évora, poderemos levantar a hipótese de Diogo de Torralva, o melhor leitor de Serlio, mestre das obras da comarca do Alentejo e paços de Évora, ter sido o autor do risco. Há aliás afinidades entre a igreja paroquial de São Mamede de Évora, remodelada no século XVI, e a igreja de Nossa Senhora da Graça do Divor, devendo a primeira ter servido de modelo ou fonte inspiradora, numa época em que as cópias não eram consideradas plágio.
A igreja apresenta, como referimos, uma galilé de mármores azuis e brancos, maneirista, a antecedê-la, o que é muito frequente em templos alentejanos, desde o final do gótico.
A fachada apresenta portal coroado por frontão triangular; superiormente, mostra dois campanários de alvenaria, já desprovidos de sinos. Exteriormente, para além de robustos contrafortes, as estações da Via Sacra em azulejos figurando a Cruz do Calvário, pontuam as paredes da nave. Interiormente, o templo apresenta nave única, rectangular, coberta por abóbada de berço, decorada por caixotões geométricos com rosetas, abre para a ábside, rectangular, por arco triunfal, apresentando uma tipologia muito comum em igrejas alentejanas desta época.
Interiormente esta igreja alberga um notável conjunto de azulejaria seiscentista, cuja encomenda feita a olarias lisboetas data provavelmente de 1630. Os grandes tapetes que cobrem praticamente o interior do templo, moldando-se aos vários planos de suporte arquitectónico, utilizam padrões diversos, de grande intensidade decorativa e cromática. Nos pontos fulcrais, como o arco de triunfo são utilizadas composições ornamentais de brutescos, mais individualizadas. Um dos aspectos mais curiosos deste conjunto é a cercadura aplicada sobre a cornija da nave, onde sereias aladas sustentam coroas de louro, que inscrevem emblemas em louvor à Virgem. Esta cercadura, provavelmente única, deve, na opinião de Santos Simões, ter sido feita unicamente para esta igreja. Este conjunto articula-se com as outras artes decorativas, destacando-se a talha dourada dos altares e os estuques das abóbadas.
O retábulo do altar-mor é da segunda metade do século XVIII, apresentando uma linguagem rococó, muito característica da talha da escola de Évora. Os altares colaterais, ao arco de triunfo, são anteriores, enquadrando-se estilisticamente na talha do estilo nacional. A decoração completa-se com pinturas murais, representando figuras hagiológicas, muito decorativas, mas algo degradadas.
Ana Maria Borges, DRCA, 5/3/2008

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal, vol. VII (Concelho de Évora - volume I)

Local

Lisboa

Data

1966

Autor(es)

ESPANCA, Túlio