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Igreja e Mosteiro de São João Novo, incluindo a Capela de Nossa Senhora da Esperança - detalhe

Designação

Designação

Igreja e Mosteiro de São João Novo, incluindo a Capela de Nossa Senhora da Esperança

Outras Designações / Pesquisas

Igreja e Convento de São João Novo(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória

Endereço / Local

Rua de São João Novo
Porto

Largo de São João Novo
Porto

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) , alterado pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 14-07-2003 do vice-presidente do IPPAR

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O convento de São João Novo, cuja designação evoca São João de Sahagun ou São João Facundo, foi fundado no final do século XVI sobre a igreja de São João Baptista que havia sido sede da extinta paróquia de São João de Belomonte. Esta teve um curto período de vida: instituída em 1583 para separar a freguesia da Sé, foi extinta em 1592 e dividida nas paróquias de São Nicolau e Nossa Senhora da Vitória.
A sede paroquial foi então entregue aos frades Agostinhos Eremitas Calçados, que iniciaram a edificação do convento e a reforma do templo. Os trabalhos foram muito lentos, e prolongaram-se por mais de um século. Em 1613 tinha início a construção das dependências conventuais e em 1638 era a vez do claustro, a Este, apresentando uma planta quadrada e desenvolvendo-se em três pisos, o primeiro aberto por arcadas de arcos plenos, o segundo por arcos abatidos e o terceiro fechado por janelas de guilhotina. Ao centro, uma fonte octogonal com bicas em forma de golfinhos.
A igreja anterior foi considerada pouco apropriada para as novas funções conventuais, pelo que os Agostinhos optaram por construir uma nova, demolindo a antiga. As obras tiveram início em 1672, mas arrastaram-se durante longos anos. Entre 1672 e 1781 ergueu-se a capela-mor e as colaterais, estando tudo coberto até ao cruzeiro em 1683. No entanto, apenas em 1726 se alcançou a fachada, que havia sido desenhada entre 1700 e 1703, por um autor cuja identificação se desconhece. Apesar de quase concluída, somente em 1779 foram acabadas as torres, dando-se os trabalhos por terminados nessa data.
A igreja desenvolve-se em cruz latina, com transepto inscrito mas interiormente bem definido, e nave única com capelas laterais (duas de cada lado) intercomunicantes e separadas por pilastras. Trata-se de um plano maneirista, tal como a organização dos alçados internos da nave. O espaço é coberto por abóbada de berço de caixotões.
No exterior, a fachada principal retoma o modelo da igreja de São Lourenço (aproximação que também se verifica no interior). Seccionada por pilastras, divide-se em três registos onde pontua a iconografia alusiva a Santo Agostinho. O primeiro é marcado pela abertura do portal, de verga recta com frontão triangular, flanqueado por duplas colunas dóricas que suportam o frontão interrompido com o coração atravessado por setas, que é um dos símbolos da Ordem. Ladeiam-no duas janelas de frontões curvos. No registo seguinte, cinco janelas entre as pilastras, destacando-se a central pela águia bifronte (alusiva a Santo Agostinho). Por fim, o registo superior é elevado pelas torres e pelos três frontões sendo o central mais elevado e rematado por cruz.
Regressando ao interior, muitos elementos arquitectónicos são realçados por estruturas de talha dourada. O retábulo-mor foi executado em 1775 a expensas do Bispo D. António de Sousa e o seu painel central alusivo à Visão de Santo Agostinho foi pintado por João Glama. Uma referência ainda à capela de Santa Rita de Cássia com um retábulo de talha dourada e revestimento cerâmico assinado por Bartolomeu Antunes e datado de 1741, com painéis relativos à história da santa.
Com a extinção das ordens, em 1834, o convento recebeu, mais tarde, em 1863, o Tribunal Criminal e Correccional do Porto, que ainda hoje aí se mantém.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Porto a Património Mundial - Processo de Candidatura da Cidade do Porto à Classificação pela UNESCO como Património Cultural da Humanidade

Local

-

Data

1993

Autor(es)

LOZA, Rui Ramos

Título

Inventário Artístico de Portugal: Cidade do Porto

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho

Título

Azulejaria Portuense

Local

Lisboa

Data

2001

Autor(es)

MARTINS, Fausto S.

Título

O convento de São João Novo dos Eremitas de Santo Agostinho: instituição, património e arte na cidade do Porto

Local

Porto

Data

2003

Autor(es)

SILVA, Severino Emanuel Cruz da