Saltar para o conteúdo principal da página

Igreja de São Simão, matriz de Oiã e seu património integrado e móvel - detalhe

Designação

Designação

Igreja de São Simão, matriz de Oiã e seu património integrado e móvel

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Matriz de Oiã e seu património integrado e móvel / Igreja Paroquial de Oiã / Igreja de São Simão (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Aveiro / Oliveira do Bairro / Oiã

Endereço / Local

-- --
Oiã

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Despacho de não concordância e de arquivamento do pedido de abertura de novo procedimento de classificação, de 19-04-2017, da diretora-geral da DGPC, determinando a análise no âmbito da classificação do patrimóniuo móvel
Proposta de 1-04-2016 da DRC do Centro para abertura de novo procedimento de classificação da Igreja de São Simão, matriz de Oiã e seu património integrado e móvel
Aviso n.º 13790/2012, DR, 2.ª série, n.º 247, de 21-12-2012 (ver Anúncio)
Despacho de arquivamento de 13-12-2012 da diretora-geral da DGPC, com fundamento na existência de deficiências de instrução consideradas insanáveis em tempo útil
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 20-04-2001 do vice-presidente do IPPAR
Propostade 9-05-2000 da DR de Coimbra para a abertura da instrução do processo de classificação da Igreja de São Simão, matriz de Oiã e seu património integrado

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A actual igreja de São Simão de Oiã substituiu a anterior, que se situava no terreiro fronteiro, junto o cemitério, no final do século XIX,. De acordo com a inscrição sobre o portal, foi inaugurada a 27 de Outubro de 1901. A sua fachada é delimitada por pilastras nos cunhais, terminando em frontão triangular com nicho no tímpano. O portal, em arco de volta perfeita, é flanqueado por pilastras e coroado por frontão triangular, cuja base serve de alinhamento aos dois janelões laterais. À direita, ergue-se a torre sineira, com remate em coruchéu. O alçado principal da igreja e os alçados da torre são revestidos por azulejos de padrão em azul e branco, contrastando vivamente com os restantes panos, pintados de branco.
É no interior, e no seu espólio, que reside o maior interesse deste templo. O retábulo-mor e os das capelas laterais, bem como o cadeiral e respectivas pinturas são provenientes do extinto convento de eremitas de Santo Agostinho de Santa Ana, de Coimbra. Na verdade, em consequência da Extinção das Ordens Religiosas, de 1834, as religiosas do convento de Santa Ana receberam as freiras do Real Colégio Ursulino das Chagas, coexistindo as duas comunidades. Mas em Dezembro de 1851 as freiras foram integradas no Colégio de São José dos Marianos e o edifício, abandonado, acabou por ser adaptado a quartel militar do regimento de infantaria 12, no decorrer da primeira década do século XX. O seu património dispersou-se, encontrando-se apenas uma parte na igreja paroquial de Oiã. O retábulo-mor, pelas suas dimensões, obrigou ao alargamento da capela-mor do novo templo. É, tal como os das duas capelas laterais, um exemplar do estilo nacional, ou proto-barroco, de fabrico coimbrão do final do século XVII.
Do cadeiral, contemporâneo da restante obra de talha e muito modificado para se adaptar às diversas funcionalidades, destacam-se as pinturas que se encontram na capela-mor e nas laterais. Com duas ordens de pinturas, a inferior a servir de predela, apresenta, entre outros temas, cenas da vida da Virgem, acompanhadas por santos e santas. Trata-se de uma obra regional, do final do século XVII.
(RC)

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Aveiro

Local

Lisboa

Data

1959

Autor(es)

GONCALVES, António Nogueira