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Quinta da Aveleira - detalhe

Designação

Designação

Quinta da Aveleira

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Quinta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Tabuaço / Távora e Pereiro

Endereço / Local

-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

DR, III, de 31-10-2003, pág. 23 413

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

As referências mais antigas sobre a Quinta da Aveleira remontam ao século ao século XII, época em que o Conde D. Henrique fez doação de vários territórios ao vizinho mosteiro de São Pedro das Águias, na órbita do qual a quinta se manteve durante largo período. O edifício habitacional foi reedificado na primeira metade do século XVIII pelo cónego e Deão da Sé do Porto, D. Jerónimo de Távora e Noronha Leme Cernache. É possível que Nicolau Nasoni, artista muito ligado ao Deão, tenha contribuído para os trabalhos de requalificação então levados a cabo, mas não há certezas quanto a esta eventual participação. No século XIX foi objecto de uma outra intervenção, pois encontrava-se em ruínas. Mais tarde, em 1989 um incêndio destruiu o imóvel, cuja recuperação teve início em 1999 com o objectivo de transformar a casa em Turismo de Habitação, ligado à exploração vinícola da quinta. Trata-se de um imóvel de planta em L, cujos pisos, dois e quatro, se adaptam ao declive do terreno. Os vãos de verga recta e sem qualquer ornamento configuram uma arquitectura depurada, da qual foi retirado o brasão, no início do século XX, única marca do poder e do prestígio dos seus proprietários.
A capela, situada no corpo de menores dimensões, distingue-se em altura, e é delimitada por pilastras, terminando em frontão curvo interrompido. O portal, de verga recta, é rematado por uma moldura recortada, sobrepujado por janelão de remate contracurvado. O retábulo que se encontra no interior é recente, remontando ao início do século XX.
Algumas datas, inscritas em determinados elementos de outras dependências da quinta, permitem perceber que os imóveis relacionados com a produção do vinho tiveram obras em 1794 e que o tanque deste armazém foi edificado em 1873.
Para além do valor histórico e arquitectónico do conjunto edificado, ganham especial destaque os vinhedos, plantados na vasta área da quinta, toda ela organizada em fortes declives.
(RC)