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Paço dos Ribafrias, ou Casa dos Ribafrias, e jardim, incluindo os elementos decorativos do conjunto - detalhe

Designação

Designação

Paço dos Ribafrias, ou Casa dos Ribafrias, e jardim, incluindo os elementos decorativos do conjunto

Outras Designações / Pesquisas

Casa Pombal / Palácio de Ribafria / Paço dos Ribafrias / Casa dos Ribafrias (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Conjunto

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Sintra / Sintra (Santa Maria e São Miguel, São Martinho e São Pedro de Penaferrim)

Endereço / Local

Rua Consiglieri Pedroso
Sintra

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Em 8-02-2006 foi dado conhecimento do despacho à CM de Sintra e aos proprietários
Despacho de concordância de 20-12-2005 da vice-presidente do IPPAR, com o consequente encerramento do processo
Proposta de 18-11-2005 da DR de Lisboa para o encerramento do processo, por o imóvel se encontrar abrangido pela Paisagem Cultural e Natural de Sintra, inscrita na LPM da UNESCO, e em consequência classificada como MN
Edital N.º 400/01 de 18-09-2001 da CM de Sintra
Despacho de homologação de 28-06-2001 do Secretário de Estado da Cultura
Proposta de 20-04-2001 do IPPC para a classificação como IIP
Edital N.º 84/97 de 18-02-1997 da CM de Sintra
Despacho de abertura de 15-10-1996 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 11-10-1996 da DR de Lisboa para a abertura de processo de classificação
Parecer favorável de 30-07-1993 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 10-05-1993 da CM de Sintra para a classificação como IIP, após deliberação camarária de 6-05-1993

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

Abrangido pela "Paisagem Cultural e Natural de Sintra", incluída na Lista de Património Mundial - MN (nº 7 do art.º 15.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro)

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

No início do século XVI a vila de Sintra tornou-se num centro artístico, social e cultural ímpar, impulsionado pela presença sazonal da corte e de famílias de mercadores ligadas ao comércio ultramarino, que elegeram a região como o ambiente ideal para o desenvolvimento de uma "verdadeira" corte renascentista. Este foco cultural e artístico originou a edificação de diversas quintas de veraneio, villas ao gosto italiano, patrocinadas por uma aristocracia "em ascensão" e pela burguesia mercantil ligada ao comércio ultramarino (SERRÃO, Vítor,1989,p.48).
Uma das figuras que se destacou na vida cortesã de Sintra nesta época foi a de Gaspar Gonçalves. Homem de origens humildes, a sua fortuna permitiu-lhe realizar uma carreira na corte, sendo designado porteiro-mor da câmara real por D. Manuel em 1518. Este cargo obrigou o seu estabelecimento na vila de Sintra, pelo que em 1534 ergueu perto do Paço Real a sua casa e capela. Alguns anos depois, em 1541, D. João III outorgou-lhe o título de Senhor de Ribafria, sendo nomeado em 1569 para o cargo de alcaide-mor de Sintra.
A casa, cuja planta se desenvolve em U, através de três corpos justapostos, mantém a estrutura quinhentista, embora a fachada, decorada com vãos manuelinos em arco polilobado, tenha sofrido alterações em meados do século XVIII. Toda a zona exterior da casa é decorada por átrios e espaços de fontes e jardins. Do conjunto destaca-se o átrio abobadado, cuja cobertura é realizada através de um jogo de arcos e nervuras que assenta em dois arcos de volta perfeita suportados por colunas e capitéis de tipo classicista, numa obra executada em 1534 por Pêro Pexão, um dos pedreiros das obras do Paço Real. Do lado oposto foi edificado outro átrio com cobertura polinervada, que através de escadaria dá acesso à grande loggia da casa; de feição renascentista, possui colunata em L e ao centro uma fonte com baldaquino, decorada por azulejos mudéjares. No mesmo registo foi edificada outra loggia, de menores dimensões, caracterizada por um programa decorativo de grande sobriedade.
No interior do paço mantém-se, na sala de jantar, um espaço delimitado por três arcos de volta perfeita, assente sobre colunas de mármore vermelho, encimadas por dois medalhões esculpidos em alto relevo, cuja edificação é atribuída a Nicolau de Chanterene (SERRÃO, Vítor,1989,p.51). Esta arcada dá acesso a um pátio revestido de azulejos, com uma fonte de repuxo esculpida.
A família dos Senhores de Ribafria foi proprietária do paço de Sintra até 1727, ano em que Pedro de Saldanha Castro Ribafria vendeu a casa a Paulo de Carvalho de Ataíde, arcipreste da Santa Igreja Patriarcal, que mais tarde o legou ao sobrinho, Sebastião José de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras e Marquês de Pombal. Alguns anos depois, o ministro de D. José mandava executar no Paço dos Ribafrias obras de modernização, que conferiram à fachada alguns elementos de gosto pombalino.
Catarina Oliveira

Imagens

Bibliografia

Título

Guia de Portugal, Vol. I

Local

-

Data

1924

Autor(es)

PROENÇA, Raul

Título

Sintra

Local

Lisboa

Data

1989

Autor(es)

SERRÃO, Vítor

Título

Sintra Património da Humanidade

Local

Sintra

Data

1998

Autor(es)

RIBEIRO, José Cardim