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Igreja de Nossa Senhora da Conceição, matriz da Conceição - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Nossa Senhora da Conceição, matriz da Conceição

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial da Conceição de Faro / Igreja de Nossa Senhora da Conceição(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Faro / Conceição e Estoi

Endereço / Local

Largo da Igreja
Conceição

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 211/2013, DR, 2.ª série, n.º 71, de 11-04-2013 (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 3-01-2013 da diretora-geral da DGPC
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Anúncio n.º 13602/2012, DR, 2.ª série, n.º 203, de 19-10-2012 (ver Anúncio)
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Parecer de 20-12-2006 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação de todo o imóvel como IIP
Proposta de 28-06-2006 da DR de Faro para a classificação dos elementos indicados como IIP
Edital N.º 295/03 de 21-10-2003 da CM de Faro
Despacho de abertura de 18-02-2003 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 10-02-2003 da DR de Faro para a abertura da instrução do processo de classificação do portal renascentista da fachada principal e dos elementos manuelinos da capela-mor (arco triunfal e abóbada)
Proposta de classificação de 17-09-2002 da FAARON

ZEP

Portaria n.º 211/2013, DR, 2.ª série, n.º 71, de 11-04-2013 (sem restrições) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 3-01-2013 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 13602/2012, DR, 2.ª série, n.º 203, de 19-10-2012 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 31-05-20155 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer de 31-05-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor que se mantenha a ZEP anteriormente proposta
Proposta de alteração de 2-03-2007 da CM de Faro
Parecer favorável de 20-012-2006 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 28-06-2006 da DR de Faro

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Na transição para o século XVI, algumas povoações do interior do antigo concelho de Faro foram elevadas à categoria de freguesia, fruto de um rápido e importante crescimento populacional. As consequências no campo artístico e arquitectónico acompanharam esta crescente importância e datam dessa altura algumas das mais interessantes igrejas matrizes da região, aqui se estabelecendo um foco artístico de carácter religioso com personalidade própria.
A igreja de Nossa Senhora da Conceição de Faro é um dos templos construídos nessa altura e que revela, parcialmente, a dimensão desse foco regional arquitectónico. A sua localização, na malha urbana da povoação, testemunha a importância com que foi concebida, disfrutando de um impacto urbanístico evidente, ao erguer-se no ponto mais alto da localidade. Artisticamente, mantém ainda algumas características da campanha de inícios do século XVI, sendo de destacar a sua capela-mor. Esta compõe-se de um tramo único, com abóbada estrelada manuelina de nervuras bem marcadas e é antecedida por um arco triunfal igualmente manuelino, com as características bases prismáticas, os capitéis vegetalistas e ampla profusão decorativa ao longo de todo o arco.
A campanha construtiva de inícios do século XVI com certeza que se alargou a outras partes do edifício, mas o que hoje é possível observar resulta de sucessivas actualizações estéticas e artísticas verificadas ao longo dos séculos. O portal principal, de perfil já maneirista de cuidada moldura em cantaria, poderá datar já da segunda metade do século XVI, ainda que alguns autores o considerem das décadas de 30 e de 40 desse século (CORREIA, 1987, p.39). Mas o registo superior da fachada principal é claramente tardio, de época barroca, posteriormente consolidado no século XIX, através de uma campanha que privilegiou a consolidação das estruturas pré-existentes. A nave, única, ao contrário dos amplos corpos de três naves que caracterizam algumas das igrejas manuelino-renascentistas algarvias do concelho de Faro, como Santa Bárbara de Nexe ou Estói (LAMEIRA, 1995, p.8), ou mesmo a Matriz de Quelfes, é também o produto das reformas dos séculos XVI a XVIII, embora a sua estrutura se deva considerar original. O retábulo-mor, já em estilo neoclássico de finais do século XVIII, de três andares, aplicou-se às pré-existências manuelinas, sem as adulterar, facto que deve ser salientado como uma campanha modesta que pretendeu, acima de tudo, dotar o interior do templo de uma obra de culto actual, mas menosprezando a antiga estrutura arquitectónica.
Deste conjunto religioso da vila da Conceição de Faro faz ainda parte um cruzeiro quinhentista, cuja Cruz dominante, onde se encontra Cristo crucificado, assenta num capitel vegetalista de figurino tardo-renascentista, tão comum a um conjunto importante de cruzeiros quinhentistas nacionais, dispersos um pouco por todo o país.
Nas últimas décadas, o imóvel foi objecto de várias intervenções pouco criteriosas, como a aplicação de um revestimento azulejar às paredes da nave, a construção de um novo guarda-vento e de um sistema de iluminação que em nada beneficia o monumento. A par dos méritos artísticos próprios da igreja, em especial a capela-mor manuelina, são estas as razões que levaram à sua proposta de classificação, passo administrativo que permitirá a realização de obras de restauro no imóvel e na sua envolvência.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

A arquitectura religiosa do Algarve de 1520 a 1600

Local

Lisboa

Data

1987

Autor(es)

CORREIA, José Eduardo Horta

Título

Faro. Edificações Notáveis

Local

Faro

Data

1995

Autor(es)

LAMEIRA, Francisco