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Parte Antiga de Vila de Conde e Azurara - detalhe

Designação

Designação

Parte Antiga de Vila de Conde e Azurara

Outras Designações / Pesquisas

Núcleo urbano da cidade de Vila do Conde / Parte antiga de Vila do Conde e Azurara(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Conjunto Urbano

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Vila do Conde / Azurara

Endereço / Local

-

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (Homologado como IIP -...

Cronologia

Edital de 25-06-1981 da CM de Vila do Conde
Despacho de homologação de 9-06-1981

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O povoado de Vila do Conde começou por ser um castro celta, no século VIII a. C., cuja primeira implantação se situava no cimo do monte sobranceiro ao rio Ave. Com a colonização romana, durante o século III a. C., a população foi-se deslocando progressivamente para junto do rio.
Com a chegada dos Suevos, entre os século V e VI, vai crescendo a comunidade cristã, sendo então edificada a primitiva Igreja de São João Apóstolo, no cimo do monte.
No último quartel do século IX, com a Reconquista Cristã, esta zona foi repovoada pelos condes Vímara Peres e Hermenegildo Guterres, por ordem de Afonso III de Leão. Na centúria seguinte o senhorio da vila pertencia a Dona Flâmula, que doou a terra ao Mosteiro de Guimarães.
Em meados do século XI o povoado estava integrado nos bens do daquele cenóbio, com as suas salinas, pesqueiras e dois templos, a Igreja de São João e a ermida de São Julião. No entanto, tornou-se depois terra realenga, e no ano de 1200, D. Sancho I doou Vila do Conde a D. Maria Pais Ribeira, a Ribeirinha, sua amante.
Foi no decurso dos séculos XIII e XIV que se desenvolveu a primeira fase urbana de Vila do Conde, com dois pólos distintos, o Mosteiro de Santa Clara e o núcleo habitacional ligado ao comércio marítimo.
Em finais do século XV, com o desenvolvimento da expansão marítima e a criação da alfândega de Vila do Conde, por ordem de D. João II, a urbe conhece uma nova fase de desenvolvimento, que se estende por todo o século XVI. Datam desta centúria a nova igreja matriz, a Misericórdia, os Paços do Concelho, e um conjunto de casas manuelinas que ainda hoje delimitam a Rua da Igreja.
Foi também nesta época que a povoação de Azurara, estabelecida na outra margem do Ave, se autonomizou como freguesia, construindo também a sua igreja matriz, dedicada a Santa Maria, e a irmandade da Misericórdia.
A estrutura urbana de Vila do Conde iria expandir-se nas centúrias seguintes, mas o centro urbano manteve a traça desenvolvida entre os séculos XIII e XVI. Neste destacam-se alguns edifícios com maior simbolismo, como a casa onde residiu Eça de Queiroz, na Rua da Costa, ou as casas onde viveram Antero de Quental e Camilo Castelo Branco, no Largo Antero de Quental.
Catarina Oliveira
GIF/ IPPAR/ 2007

Bibliografia

Título

Azurara do Minho - Breve Notícia Histórica

Local

Lisboa

Data

1912

Autor(es)

FERREIRA, Augusto

Título

Vila do Conde e o seu Alfoz - Origens e Monumentos

Local

Porto

Data

1923

Autor(es)

FERREIRA, Augusto

Título

Vila do Conde

Local

Lisboa

Data

1998

Autor(es)

MIRANDA, Marta

Título

Azurara. Subsídios para a sua monografia

Local

Porto

Data

1948

Autor(es)

NEVES, Serafim das, FREITAS, Eugénio A. Cunha e, GUIMARÃES, Bertino

Título

Vila do Conde: 500 anos de história urbana

Local

Vila do Conde

Data

1989

Autor(es)

REIS, A. do Carmo

Título

Nova história de Vila do Conde

Local

Vila do Conde

Data

2000

Autor(es)

REIS, A. do Carmo