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Sítio arqueológico Castanheiro do Vento - detalhe

Designação

Designação

Sítio arqueológico Castanheiro do Vento

Outras Designações / Pesquisas

Castanheiro do Vento / Povoado de Castanheiro do Vento / Sítio Arqueológico de Castanheiro do Vento(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Sítio Arqueológico

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Vila Nova de Foz Côa / Horta

Endereço / Local

Horta do Douro
Horta

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como SIP - Sítio de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 1050/2010, DR, 2.ª Série, n.º 239, de 13-12-2010 (sem restrições) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 3-02-2005 da Ministra da Cultura
Parecer favorável de 9-06-2004 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 28-02-2003 da DR do Porto para a classificação como SIP
Despacho de abertura de 12-08-2002 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 6-11-2001 da DR do Porto
Parecerr favorável de 23-08-2002 do IPA
Proposta de classificação de 1-10-2001 dos responsáveis pela escavação da estação arqueológica

ZEP

Portaria n.º 1050/2010, DR, 2.ª Série, n.º 239, de 13-12-2010 (sem restrições) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 2-09-2009 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 12-02-2007 do Conselho Consultivo do IPPAR
Parecer favorável de 10-11-2006 do IPA
Proposta de 9-10-2006 da DR do Porto

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O sítio de "Castanheiro do Vento" está situado no topo de um cabeço, entre as localidades de Horta e de Pereiros, e a cerca de onze quilómetros da rib.ª da Teja.
Edificado durante o Calcolítico e posteriormente reocupado já em plena Idade do Bronze desta região do Nordeste peninsular, o povoado ocuparia uma área entre cerca de trezentos por cem metros, equivalente a aproximadamente trinta mil metros quadrados.
O arqueossítio foi identificado na sequência de prospecções realizadas na região pelo arqueólogo António Sá Coixão, nos inícios da última década de noventa. Os vestígios, então, visíveis reportavam-se a inúmeras estruturas pétreas, de entre as quais sobressaía o muralhado, bem presente em tipologias congéneres desta zona do Norte de Portugal (embora não só), a par de um considerável conjunto de artefactos cerâmicos e líticos, estes últimos recolhidos à superfície, tal como sucedeu com algumas mós. Elementos que, no conjunto, indicavam, com bastante clareza, estar-se em presença de uma ocupação humana de longa duração, em grande parte mercê das boas condições de defesa e das fontes cinegéticas preexistentes.
As campanhas arqueológicas conduzidas no sítio desde finais dos anos noventa, sob coordenação geral de Vítor Oliveira Jorge, João Muralha Cardoso, António Sá Coixão, Leonor Sousa Pereira e Ana Margarida Vale, permitiram registar e exumar algujmas estruturas e centenas de artefactos comparáveis aos de outro sítio paradigmático deste mesmo concelho, o "Castelo Velho de Freixo de Numão", com especial relevo para os fragmentos de cerâmica "penteada", mas também campaniforme de tipo arcaico (marítimo), esta última apenas presente, na região de Trás-os-Montes, em outros dois sítios, "Pastoria" e "Castelo Velho" (JORGE, S. O., 1990).
Em termos genéricos, o sistema de defesa era constituído por bastiões/torres articulados com o muralhado, preenchidos, nalguns troços, com os mais diversos tipos de artefactos, desde fragmentos cerâmicos, passando por pedras polidas, até mós manuais e pesos de tear.
E, na verdade, os resultados obtidos até ao momento permitirão afirmar estarmos perante um dos povoados calcolíticos mais importantes dos registados até à data no Norte do actual território português, ao mesmo tempo que o prosseguimento da sua investigação esclarecerá, certamente, alguns dos fenómenos entretanto observados noutros congéneres da mesma região.
Em termos genéricos, estaríamos, por conseguinte, em presença de um sítio integrado no entendimento de "Calcolítico", ainda que, este, "Não defin[a] apenas um estádio tecnológico, nem um esquema simples (e anacrónico) de transacções "comerciais", mas uma etapa evolutiva das sociedades pré-históricas, em regiões peninsulares que proporcionaram, numa época precoce, a manipulação de artefactos metálicos." (Id., Idem, pp. 211-212), desencadeando "[...] um processo abrangente de relações entre comunidades." (Id., Idem, p. 211).
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Desenvolvimento da hierarquização social e da metalurgia, Nova História de Portugal

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

JORGE, Susana de Oliveira