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Chafariz Filipino - detalhe

Designação

Designação

Chafariz Filipino

Outras Designações / Pesquisas

Chafariz Filipino da Praça Francisco António Meireles (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Chafariz

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Bragança / Torre de Moncorvo / Torre de Moncorvo

Endereço / Local

Praça Francisco António Meireles
Moncorvo

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (Homologado como IIP -...

Cronologia

Despacho de Abril 1976 a homologar a classificação como IIP

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O abastecimento de água às povoações é uma das mais importantes questões do urbanismo, sendo desde sempre uma prioridade das edilidades, que por norma se responsabilizam pelas estruturas urbanas. Em Torre de Moncorvo há registos, desde a Idade Média, da existência de locais de abastecimento público de água, como é o caso do poço do Seixo, já em utilização em 1376, ou a fonte das Aveleiras, noticiada em 1390 (ABREU, 2000, p. 44). Em 1549, o cronista João de Barros noticiava que a vila de Moncorvo possuía "hu Chafariz de mais de quarenta palmos (...) no meio da Praça" (Idem, ibidem).
Por este relato se verifica que em meados do século XVI Torre de Moncorvo possuía já um chafariz na praça central da urbe, cuja capacidade de abastecimento se mostrava insuficiente nos últimos anos da centúria, devido ao crescimento populacional e urbano. Desta forma, no início do último quartel da centúria, a Câmara local executou alguns planos para extrair água da Serra do Roboredo até ao centro da vila.
No entanto, este projecto deu origem a diversos litígios com o Convento de São Francisco, uma vez que a comunidade franciscana reclamava a posse das fontes de Roboredo. O processo arrastou-se por muitos anos, e somente em 1628 a Câmara de Moncorvo arrematou a obra do chafariz ao arquitecto António Fernandes, numa obra que levaria cerca de dez anos a ser terminada (Idem, ibidem, p. 45).
No ano de 1887 o chafariz da praça seria destruído por ordem do então presidente da Câmara, António Pontes, e os elementos que constituíam o conjunto foram espalhados por vários locais, chegando a ser enterrados no Campo da Corredoura no início do século XX.
Há alguns anos a Câmara de Torre de Moncorvo realizou um projecto público com vista a reconstruir o chafariz, aproveitando os elementos originais que estavam na sua posse, sendo o conjunto reposto na Praça Francisco Meireles.
O chafariz insere-se num tanque de formato quadrangular, assentando sobre uma base quadrada. No primeiro registo forma um depósito bolboso decorados com uma carranca, da qual jorra a água. Sobre este foi edificado um pináculo, que remata a estrutura. Na base do conjunto foi gravada a inscrição "FEITO NO ANO DO SENHOR DE 1636 POR ORDEM DE DOUTOR JULIÃO DE FIGUEIREDO, PROVEDOR E CONTADOR NESTA COMARCA, À CUSTA DO POVO".
Catarina Oliveira
GIF/ IPPAR/ 2006

Imagens

Bibliografia

Título

Torre de Moncorvo - notas toponímicas

Local

Torre de Moncorvo

Data

1991

Autor(es)

ANDRADE, António Júlio

Título

O antigo chafariz da praça de Torre de Moncorvo, Brigantia, vol. XX, nº 1/2

Local

Brangança

Data

2000

Autor(es)

ABREU, Carlos de