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Campo da Feira de Barcelos - detalhe

Designação

Designação

Campo da Feira de Barcelos

Outras Designações / Pesquisas

Campo da Feira de Barcelos (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Conjunto

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Barcelos / Barcelos, Vila Boa e Vila Frescainha (São Martinho e São Pedro)

Endereço / Local

Campo da República
Barcelos

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 453/2012, DR, 2.ª série, n.º 181, de 18-09-2012 (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Anúncio n.º 14228/2011. DR, 2.ª série, n.º 193, de 7-10-2011 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 18-05-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 30-03-2011 da DRC do Norte para a classificação como MIP
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 22-07-2002 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 15-02-2002 da DR do Porto
Proposta de classificação de 25-03-1999 do Grupo Alcaides Faria

ZEP

Portaria n.º 453/2012, DR, 2.ª série, n.º 181, de 18-09-2012 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 14228/2011. DR, 2.ª série, n.º 193, de 7-10-2011 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 18-05-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 30-03-2011 da DRC do Norte

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Hoje integrado no sistema urbanístico de Barcelos, o Campo da Feira começou por ser um ponto de encontro e de comércio exterior às muralhas medievais. A sua relevância como espaço privilegiado e desafogado fora das apertadas ruas do burgo original, fez com que, ao longo dos tempos, aqui se instalassem alguns importantes equipamentos definidores do próprio urbanismo da cidade. O campo é limitado, a Sudoeste, pelo que resta da antiga muralha, a Torre do Postigo da Muralha ou da Porta Nova, designação clara quanto à cronologia tardia da sua construção e importância no contexto urbanístico tardo-medieval. Do lado oposto situam-se a Igreja e o Hospital da Misericórdia (a Nordeste) e a Igreja de Nossa Senhora do Terço (a Norte). Finalmente, a poente, implanta-se o principal templo barroco de Barcelos, a Capela de do Senhor Bom Jesus da Cruz, sede de romaria e de enchentes em dia de feira.
A origem do campo recua a 1412, ano em que D. João I instituiu a feira de Barcelos, a pedido de seu filho e conde da vila, D. Afonso. Nos primeiros tempos, o local revestiu-se de grande conteúdo simbólico e religioso. Em Maio de 1504, uma lenda situa aqui o aparecimento de uma milagrosa cruz negra (que esteve na origem da igreja do Senhor Bom Jesus da Cruz), facto que consagrou à feira a denominação "Feira das Cruzes". Mais tarde, está documentado que o recinto da feira serviu de espaço de largada de touros, um pouco à semelhança da praia de Ponte de Lima.
Progressivamente, o recinto foi sendo ladeado por construções e acabou por ser praticamente absorvido pela própria dinâmica urbanística da cidade. Na actualidade, a feira ainda aqui se realiza, semanalmente, todas as quintas-feiras. Ao centro de todo este vasto terreiro localiza-se o chafariz, de secção hexagonal e assente em pódio de dois andares, obra realizada em 1621 pelo arquitecto João Lopes de Amorim, um dos últimos expoentes da arquitectura renascentista e maneirista do Noroeste. E anexo ao Campo existe o Passeio dos Assentos (também conhecido por Jardim das Obras), espaço barroco, construído entre 1780 e 1783 com o objectivo expresso de dotar a Feira das Cruzes de um ornamento cenográfico actual e com ampla visibilidade sobre a secção Sudeste da antiga vila.
Paulo Fernandes | DIDA | IGESPAR, I.P.
13.07.2007

Imagens

Bibliografia

Título

Barcelos

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de