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Solar de A-de-Barros - detalhe

Designação

Designação

Solar de A-de-Barros

Outras Designações / Pesquisas

Solar dos Noronhas / Solar em A-de-Barros / Solar dos Noronhas(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Solar

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Sernancelhe / Penso e Freixinho

Endereço / Local

Aldeia A-de-Barros
Penso

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 1162/2009, DR, 2.ª Série, nº 212, de 02-11-2009 (ver Portaria)
Despacho de homologação de 12-10-2006 da Ministra da Cultura
Parecer favorável de 29-06-2006 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 5-11-2005 da DR do Porto para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 24-10-2002 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 22-10-2002 da DR do Porto

ZEP

Portaria n.º 1162/2009, DR, 2.ª Série, nº 212, de 02-11-2009 (sem restrições) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 12-10-2006 da Ministra da Cultura
Parecer favorável de 29-06-2006 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 5-11-2005 da DR do Porto

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Penso é uma localidade de origens muito remotas, e senhorio de grandes fidalgos desde a Reconquista. Fez parte dos bens de Mem Martins de Ribadouro e de Egas Moniz, no século XII, e albergou no século XVII as casas nobres dos Pimentéis e Gouveias e dos Noronhas, situadas na pequena aldeia de A-de-Barros. A esta última família está ligado o solar do mesmo nome, também conhecido como Casa de D. Dinis, por ser identificada na localidade com a casa onde o rei D. Dinis terá pernoitado quando passou por A-de-Barros, no seu caminho de Trancoso para Lamego, por volta de 1310. Na verdade, e ainda que uma construção anterior possa ser a origem desta lenda, o Solar dos Noronhas é uma obra setecentista.
A genealogia desta família é incerta, mas é conhecida a descendência de um Bernardo Rebelo de Carvalho, nascido e falecido na "Quinta de Adebarros" em finais do século XVI e início do século XVII. Esta quinta tanto poderia ser a propriedade onde hoje se ergue o Solar dos Noronhas, como a dos Pimentéis e Gouveias, uma vez que estes ramos se fundiram também com os Carvalhos do concelho de Caria (ao qual Penso pertenceu até à sua extinção, em 24 de Outubro de 1855). A referência ao nome Rebelo também pode apontar para Maria Rebelo, mulher de Álvaro da Costa, fidalgo donatário do lugar por volta do ano de 1500, que deu algum impulso ao crescimento de Penso. A igreja paroquial terá sido construída no ano de 1545 por Álvaro da Costa e Maria Rebelo. O ramo da família Noronha de A-de-Barros ter-se-á extinguido em 1876, com o falecimento de António Pinto Osório, viúvo de Antónia de Noronha Guedes de Carvalho, que conservava ainda no seu nome estes dois apelidos - o dos Noronhas e o dos Carvalhos. É ainda de referir que em finais do século XVI ou início do século XVII um António Rebelo Teixeira, de Penso, casara com a sobrinha, filha de Diogo Lopes de Carvalho, de quem descendem os Morgados do Poço, senhores da importante Casa do Poço de Lamego.
O solar é um exemplar tradicional de casa brasonada de Setecentos, com capela, dois lagares e várias dependências anexas. A casa principal, de planta rectangular e cércea baixa, estrutura-se em dois pisos de linhas marcadamente horizontais. A fachada principal é austera e perfeitamente simétrica, rasgada ao centro pelo portal principal, no piso nobre, acessível através de uma dupla escadaria antecedida por um primeiro lanço semi-circular, que confere monumentalidade ao conjunto. O portal, de verga recta, é encimado por um brasão de aparato de tipo barroco, rematado por coroa, formando o elemento mais destacado da frontaria. Ao nível térreo rasgam-se duas portas, uma em cada extremidade, e no piso superior existem três janelas de cada lado do portal, com molduras de avental e frontões semicirculares. O terreno envolvente, fronteiro à Estrada Nacional 226, está abandonado.
Sílvia Leite / DIDA - IGESPAR, I.P. / 2010

Imagens