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Aldeia de Antas - detalhe

Designação

Designação

Aldeia de Antas

Outras Designações / Pesquisas

Aldeia de Antas de Mazes / Alcaria de Mazes / Aldeia de Antas (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Aldeia

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Lamego / Lazarim

Endereço / Local

Lugar de Mazes
Lazarim

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (Homologado como IIP -...

Cronologia

Despacho de homologação de 3-02-2005 da Ministra da Cultura
Parecer favorável de 10-11-2004 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 8-07-2003 da DR do Porto para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 24-10-2002 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 29-09-1989 do Museu de Lamego

ZEP

Parecer favorável de 19-03-2007 do Conselho Consultivo do IPPAR (só em vigor após publicação no DR)
Proposta de 19-02-2007 da DR do Porto

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Conjunto
A Aldeia de Antas ou de Anta, implanta-se na encosta Oeste da Serra de Montemuro, a cerca de 935 metros de altitude. A organização do povoamento nesta região é por vezes marcada pelo deslocamento sazonal das populações, sendo este o caso de Antas. Mazes, a aldeia mais próxima situada numa vertente mais baixa e com maior predisposição agrícola adaptava-se melhor à passagem do inverno (inverneira), albergando assim as habitações principais. Antas, com os seus currais e palheiros, seria ocupada sobretudo nos meses de estio (branda), geralmente julho-agosto. A fertilidade proporcionada pelo rio Poldras não deixava, no entanto, de ser aproveitada para a irrigação de parcelas de terra de caraterísticas idênticas.
O acesso a Antas é ainda hoje dificultado pela inclinação e tipo de pavimento irregular. O aglomerado, de declive pouco acentuado, desenvolve-se sobretudo a partir de dois eixos de circulação perpendiculares entre si e que, originalmente, se diferenciavam entre a circulação humana e o trânsito de animais ou viaturas de tração animal. De notar que no eixo NO/SE é ainda possível observar, no afloramento rochoso, marcas das rodas dos carros.
A divisão dos espaços encontra-se também ligada a estes eixos denominando-se "Cabo da Anta" à zona Norte, "Anta do Meio" ao centro e "Anta do Fundo" à área Sul.
Em termos construtivos distinguem-se diferentes tipologias (RODRIGUES, 2015): unidades isoladas, agrupamentos em banda que resultam da justaposição de casas duas águas, agrupamentos em U formados pela concentração e aglutinação de diferentes unidades e, ainda, algumas situações híbridas geralmente dispostas em L, articulando a banda contínua e o volume simples.
Relativamente aos edifícios, hoje muito arruinados, é possível identificar quatro tipos (IDEM, 2015) o primeiro, de apenas um piso, poderia servir como curral, palheiro ou mesmo habitação; o segundo, com uma altura ligeiramente superior, possibilitava a criação de um meio piso destinado a colocar palha num local mais elevado e seco, deixando, sob ele, espaço para os animais; um terceiro tipo, em tudo idêntico ao anterior, apresenta no entanto um acesso ao meio piso pelo exterior. O último tipo de construção compõe-se de dois pisos separados com funções que podiam ser de habitação com curral ou palheiro mais curral.
No espaço exterior, na proximidade dos caminhos, observam-se ainda algumas construções cobertas destinadas ao resguardo dos carros de bois. Em certas casas é possível também referenciar um pequeno átrio de entrada formado por simples lajetas que, desta forma, separavam a zona coletiva de um espaço mais resguardado. À inexistência de forno comunitário contrapõe-se à presença de cinco eiras comuns denotando, assim, uma importante atividade ligada à preparação dos cereais.
Os materiais de construção utilizados correspondem ao que se encontrava disponível na zona como seja o granito que, depois de toscamente talhado, é colocado em alvenaria de pedra seca usada tanto para erguer as habitações, como os abrigos de animais, palheiros ou estruturas complementares. A madeira é utilizada nos suportes do telhado, pavimentos, portas e portadas. Os elementos vegetais como a palha ou o colmo foram inicialmente usados nas coberturas, sendo depois substituídos por telha ou coberturas de zinco e fibrocimento.

História
Sobre a origem da Aldeia de Antas pouco se sabe mas o topónimo parece apontar para a existência de dólmens algo que, nesta zona, é bastante frequente. No entanto, no perímetro da aldeia este tipo de vestígios nunca foi encontrado, colocando-se a hipótese das pedras terem sido reaproveitadas na construção. A partir dos anos 60 do século XX, com o aumento da emigração/imigração dos mais jovens e a perda de importância da vida agro-pastoril, a aldeia foi sendo abandonada, permanecendo hoje com uma atividade agrícola residual mas sem habitantes.

Maria Ramalho/DGPC/2018

Imagens

Bibliografia

Título

Reabilitação do Património Rural: o caso da aldeia da Anta. Mestrado Integrado em Arquitetura e Urbanismo

Local

Vila Nova de Cerveira

Data

2015

Autor(es)

Henrique António Abreu Rodrigues

Título

Arquitetura, contexto e mudança nas regiões de montanha do norte da Beira

Local

Lisboa

Data

2016

Autor(es)

Miguel Reimão